Foto 1: Edson Holanda | Foto 2: Ricardo Stuckert
Nos bastidores, corre solta a informação de que tanto o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), quanto a governadora Raquel Lyra (PSD) já escolheram os senadores de suas chapas.
Ambos reconhecem a urgência da decisão e sofrem com a pressão de bastidores.
Do lado socialista, os escolhidos foram o senador Humberto Costa (PT) e o deputado federal Eduardo da Fonte (União Progressista). Da Fonte, por sua vez, já aguarda a decisão do Palácio de retirar os cargos que o PP tem na gestão. Seu partido, que deve oficializar a federação com o União Brasil, comanda a Arena Pernambuco, a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, o Porto do Recife e outros órgãos do alto escalão.
Os planos de Da Fonte podem frustrar completamente o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que de todas as formas coloca seu nome à disposição das duas frentes, mas, neste cálculo, pode terminar sendo rifado da chapa socialista.
Humberto Costa, ao comentar sobre uma eventual chapa socialista com Eduardo da Fonte, que representa um nome mais ao centro, afirmou considerar “coerente com a história política de pernambuco” e que entende ser uma “posição razoável”.
Outros nomes no tabuleiro
Outro nome que pode não se sentir contemplado seria o do ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), que também se coloca à disposição de João Campos na disputa pela Casa Alta. No entanto, especula-se que o ministro tem um acordo com o Palácio do Planalto e pode voltar ao posto, após o pleito deste ano.
Pela governadora Raquel Lyra, os pré-candidatos escolhidos foram Marília Arraes, agora no PDT, e Miguel Coelho, que pode sair do União Brasil. Há, nos bastidores, a informação de que um caminho para Miguel seria se filiar ao Partido Liberal, de Anderson Ferreira, viabilizando sua candidatura ao Senado Federal pela chapa de Raquel. Miguel, porém, segue defendendo seu próprio nome e projeto dentro do União Brasil.
O que chama atenção nesta composição é a eventual parceria de duas adversárias históricas: Raquel e Marília. Mas, como já registrado pelo Blog, em uma articulação direta do presidente do PDT, Carlos Lupi, o “casamento político” das duas já está bem encaminhado.
Porém, como alertam os bons observadores da política estadual, até as convenções, muitas águas devem passar pela ponte. A conferir.







