Foto: Reprodução / TV Jornal
A Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) divulgou uma nota nesta terça-feira (17), em defesa do delegado Mário Melo, exposto pelo vereador Eduardo Moura em suas redes sociais e na Câmara do Recife.
Conforme registrado pelo Blog do Yan Lucca, Mário Melo foi o delegado responsável por conduzir o inquérito e o indiciamento do parlamentar no caso envolvendo os chifres feitos por Moura na cabeça do também vereador Chico Kiko. Eduardo foi indiciado pelos crimes de injúria qualificada (natureza aviltante) e difamação.
No entanto, o parlamentar passou a questionar a atuação do delegado, que, segundo ele, vazou o inquérito para um grupo de jornalistas antes de notificar as partes envolvidas no caso. Isso foi suficiente para munir o discurso de Eduardo, que chegou a acusar o delegado de parcialidade.
Repercussão e defesa
Na tribuna da Câmara do Recife, chegou a dizer que o fato era “a prova que João Campos é um perseguidor, é um ditador. Eu fui no Instagram do delegado [Mário Melo], que gosta de mídia: ele segue João Campos, segue Pedro Campos, segue Marília Arraes… Toda a família”, disse Eduardo.
Em nota, a ADEPPE manifestou apoio institucional ao Delegado de Polícia. “É preciso registrar, de início, que não há, no ordenamento júridico, obrigação de comunicação ao indiciado acerca do resultado da investigação”, esclareceu a associação.
Já em outro trecho, diz que a narrativa do vereador causa estranheza. “A tentativa de atribuir ao Delegado Mario Melo conduta incompatível com a legalidade, sem base fática idônea, apenas contribui para a desinformação e para o enfraquecimento de sua própria credibilidade”, afirmam.
“A ADEPPE reafirma sua confiança na atuação técnica, imparcial e responsável do Delegado Mario Melo, destacando que o exercício da função policial deve estar resguardado contra ilações precipitadas e acusações sem lastro nos elementos concretos do caso”, conclui a nota.
O próprio delegado se manifestou sobre a exposição. Negou, em suas redes sociais, o envio de qualquer documento a jornalistas, esclareceu que segue perfis políticos de diferentes vieses e que as “importunações”, como classificou, serão alvo de ação judicial cível.






