Foto: Reprodução / Redes Sociais
Enquanto o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), adiantou 100% a chapa da Frente Popular, a pressão sobre Raquel Lyra (PSD) na montagem do seu time escalou ainda mais.
Conforme registrado ontem pelo Blog, as opções que restaram para a governadora, além de limitadas, são de figuras que ou são inexpressivas em voto ou carregam o peso de uma imagem estigmatizada.
O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), decidiu mudar de lado, e sua decisão foi referendada pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. Até pouco tempo, Coelho vinha se colocando completamente à disposição do projeto socialista; no entanto, o jogo virou.
Viu sua candidatura ao Senado rifada e decidiu abrir um canal de diálogo com o Palácio: oficializou, ainda na noite desta quarta-feira (18), apoio à reeleição de Raquel Lyra.
Aliança e repercussões
Direto de Brasília, o “casamento político” foi celebrado nas redes sociais e comemorado por aliados, a exemplo dos deputados Mendonça Filho e Fernando Filho, entusiastas da parceria.
Pelas redes sociais, a governadora classificou o momento como “uma aliança construída com clareza, responsabilidade e compromisso com o futuro de Pernambuco”, escreveu.
“Ninguém governa sozinho. Desde o primeiro dia, trabalhamos com responsabilidade para recolocar Pernambuco no caminho do desenvolvimento, garantindo dignidade e serviços públicos de qualidade. Hoje, os avanços são concretos, com resultados sólidos, fruto de planejamento e compromisso com o futuro do nosso estado. Para acelerar ainda mais esse ritmo, é essencial unir forças. E hoje recebo, com confiança, o apoio do União Brasil, que chega para somar a esse propósito de fazer nosso estado crescer e transformar a vida de todos os pernambucanos”, cravou.
Porém, há, nos bastidores, uma leitura atravessando essa parceria, que pode trazer consequências duras para a chapa da governadora.
Completaram-se três semanas desde que a Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal por ordem do STF, teve como alvo a família Coelho, em Petrolina. A principal suspeita: apuração de um suposto esquema criminoso de desvios de emendas parlamentares. Os alvos diretos da operação foram o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, Miguel Coelho e Fernando Filho.
Na época, Miguel tentou emplacar a narrativa de perseguição política, justamente para minar sua pré-candidatura, e reforçou, quase que diariamente, em palanques e para aliados, que seu projeto à Casa Alta estava de pé.
Segundo alguns bons observadores da política estadual, tanto Coelho quanto Raquel Lyra podem correr o risco de passar a campanha toda se explicando sobre as notícias de suposta corrupção, que, de certa forma, abalaram a estrutura política do clã dos Coelhos.







