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Os policiais civis de Pernambuco voltam a cruzar os braços em reação à falta de diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD). Esta é mais uma ação liderada pelo SINPOL-PE, que segue em intensa mobilização para viabilizar a abertura da mesa de negociação.
Além da paralisação prevista para esta próxima quinta-feira (26), o sindicato segue acompanhando a governadora em suas agendas, sempre com cartazes e palavras de ordem.
No dia 13 de março, durante agenda em Garanhuns, Raquel havia prometido receber a comitiva do Sinpol para dialogar sobre as reivindicações, no entanto, no dia prometido, os representantes sequer passaram dos gradis do Palácio do Campo das Princesas.
Como resposta, resolveram acampar em frente à sede do Governo, na expectativa de serem recebidos, o que não aconteceu.
“A governadora prometeu, não cumpriu e tem adotado uma postura avessa ao diálogo com a categoria. Após anunciar a abertura de negociação, chegou a agendar reunião no Palácio do Campo das Princesas, mas não compareceu, frustrando os policiais civis e aprofundando o sentimento de desrespeito. Não se trata apenas de uma reunião cancelada”, afirmou o Sinpol em nota, classificando a atitude da gestora como “falta de compromisso com quem sustenta a investigação criminal no Estado”.
Histórico de paralisações e reivindicações
Apenas este ano, a categoria já realizou três paralisações de 24h e cogitou decretar greve durante a semana das festividades carnavalescas, o que não ocorreu, graças a uma interlocução do deputado Álvaro Porto (MDB), que se uniu à categoria e prometeu levar o caso para o Tribunal de Justiça de Pernambuco, visando destravar o imbróglio com a gestão.
Os policiais reivindicam melhorias nas condições de trabalho, reajuste salarial compatível com a jornada, a criação da Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco, entre outros pontos.
“A paralisação de 24 horas é um ato legítimo de luta por dignidade, respeito institucional e melhores condições de trabalho. É também um alerta à sociedade: não existe segurança pública eficiente sem investimento na investigação e na valorização dos policiais civis”, crava o SINPOL.






