Fotos: Reprodução / Alepe
Dos quatro deputados estaduais do PT, apenas Dani Portela, recém-filiada, compareceu à reunião do Diretório Estadual do partido neste sábado (28), que oficializou a pré-candidatura de Humberto Costa à reeleição e deliberou o apoio à chapa da Frente Popular, encabeçada por João Campos (PSB).
A ausência de Rosa Amorim, João Paulo e Doriel Barros foi sentida e, até certo ponto, não compreendida por alguns petistas, que conversaram com o blog e pontuaram que, mesmo discordando da aliança do PT com o PSB, outros correligionários marcaram presença e se posicionaram contrários à resolução do partido, a exemplo de Osmar Ricardo, ex-vereador, que se tornou oposicionista à gestão Campos.
Por outro lado, o posicionamento dos parlamentares já era especulado nos bastidores. Os três deputados são pró-Raquel Lyra (PSD) e, a exemplo de João Paulo, defensores da gestão da governadora. Mas não só isso.
Divergências estratégicas no PT
Embasam o apoio à gestão da governadora com a tese de que o presidente Lula da Silva (PT) precisará de palanques amplos no estado para fortalecer seu projeto de reeleição. Tese essa considerada infundada por alguns petistas, que veem na neutralidade de Raquel Lyra e em seus flertes com nomes ligados à direita um fator decisivo para o distanciamento de seu projeto político.
E tem mais.
Alguns desses petistas mantêm uma estreita linha de diálogo com nomes como o de Jones Manoel, em breve filiado ao PSOL para concorrer à Câmara Federal, que não esconde seu antipetismo e não poupa palavras críticas ao governo Lula, chegando a afirmar que “superar o lulismo” é inadiável.
Para não perder o time, João Paulo chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais, endonçando a pré-candidatura de Humberto, mas sem tocar no nome de João Campos.
Resta saber se esses petistas vão subir no mesmo palanque dos Coelhos, de Mendonça Filho, para fazer campanha para a governadora Raquel Lyra.
Portador não merece pancada. O espaço para o contraditório é garantido pelo Blog do Yan Lucca.







