Foto: Reprodução / PSD
O deputado federal Túlio Gadêlha publicou, nesta quinta-feira (02), uma nota de agradecimento a seu antigo partido, Rede Sustentabilidade, confirmando que aceitou o convite da governadora Raquel Lyra para disputar o Senado pelo PSD.
Foi categórico. Agradeceu aos amigos e agora ex-correligionários e falou em “novo passo, sem rupturas com valores”, reforçando o alinhamento com o presidente Lula da Silva (PT). “Estamos certos de que a mudança partidária ampliará as vozes, causas e ideais que nos trouxeram até aqui. Seguiremos próximos das pessoas, unidos pelas lutas que nos movem, consciências que nos orientam e pelos compromissos que compartilhamos”, disse.
Não demorou, e a publicação já contava com centenas de comentários, alguns deles lamentando a escolha do deputado, que deve enfrentar mais uma vez um grande desgaste de sua imagem, assim como foi em 2022, quando decidiu apoiar Raquel no 2º turno.
“Indo para o PSD? Acabando com uma linda trajetória em 3,2,1…. Boa sorte, vai precisar”, escreveu uma internauta. “Túlio, não é um negócio arriscado?”, questionou um seguidor do parlamentar. Outros comentários criticando a decisão também foram registrados.
Impactos na disputa ao Senado
Como já antecipado pelo Blog do Yan Lucca, para os bons observadores da política estadual, a reeleição de Túlio à Câmara já era dada como certa, e agora acende um alerta quanto ao possível fracasso do projeto político, em nome de um equilíbrio na chapa da governadora, que já nasce colada ao bolsonarismo e à direita.
Quem perde com a movimentação é o senador Fernando Dueire (MDB), que vinha tentando garantir espaço na chapa governista, mas acabou tendo suas chances, que já eram baixas, reduzidas ainda mais e vê seu projeto de reeleição sendo rifado.
Havia a possibilidade de Dueire vir como vice na chapa raquelista. No entanto, de acordo com informações de bastidores, o Palácio entendeu que Priscila Krause (PSD) poderia agregar mais neste momento.
O detalhe que falta para fechar a chapa é decidir entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, ambos da Federação União Progressista, para ocupar a segunda vaga ao Senado Federal.







