Foto: Divulgação / PSD

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O deputado federal Túlio Gadêlha oficializou, na quinta-feira (02), longe dos holofotes da imprensa, sua filiação ao PSD de Raquel Lyra e de Ronaldo Caiado. Em Caruaru, Túlio disse o “sim” para um casamento político que pode lhe render bons frutos ou enterrar sua trajetória na política.

Não há exagero nisso. Para os bons observadores da política estadual, os eleitores de Gadêlha quase haviam esquecido seu posicionamento em 2022, quando decidiu subir ao palanque de Raquel no 2º turno. Na ocasião, a governadora havia declarado neutralidade entre Lula e Bolsonaro, assim como pretende fazer nestas eleições.

A memória permanece viva, e a história não perdoa. Muitos dos admiradores do deputado se surpreenderam com a decisão de novamente apoiar a governadora, desta vez com direito a filiação a um partido de oposição ao governo Lula e uma candidatura ao Senado.

E, por falar em candidatura ao Senado, sabe-se que Túlio não é ingênuo e reconhece que as chances para a empreitada são mínimas. Logo, os acordos envolvendo essa decisão virão à tona a partir do dia 4 de outubro, e tornaremos a falar sobre o assunto.

Lá estava Túlio em 2022. De fato, como o parlamentar mesmo afirmou em seu discurso durante o ato de filiação, trata-se do “lugar em que sempre estive”.

Bastidores e críticas à aliança

Na tentativa de transmitir uma mensagem de lulista, até vermelho vestiu. O deputado só não esperava que, durante a coletiva de imprensa, a governadora e pré-candidata à reeleição iria desconversar sobre o apoio a Lula.

Raquel foi direta. Questionada se a presença de Túlio era o mesmo que a presença de Lula, usou do artifício clássico: “no momento certo vamos falar de eleição e da construção de chapas”. Mais uma vez, escondeu Lula.

E, por falar em esconder, os próprios ex-aliados do deputado fizeram questão de lembrar que, nos últimos três anos e quatro meses, Raquel passou literalmente ocultando o governo, tomando para si entregas do Executivo Nacional, como nos casos dos ônibus escolares dados pelo Ministério da Educação, nos quais a gestão estadual cobriu o adesivo do governo com adesivos de programa estadual.

Foi necessário o Ministério Público Federal entrar no caso e determinar que Raquel retirasse os adesivos do programa estadual “Juntos Pela Educação” dos ônibus escolares adquiridos pelo Governo Federal, através do programa Caminho da Escola.

“A relação de Raquel com o governo Lula é estritamente por conveniência”, alertou uma fonte ouvida pelo Blog do Yan Lucca. “Raquel tem partido, que por sua vez tem lado e candidato: Ronaldo Caiado, governador de extrema-direita, apoiador de Bolsonaro”, completou.

Túlio chegou a criticar a suposta monopolização da Frente Popular, que se apresenta como única frente lulista em Pernambuco, mas, segundo essa mesma fonte, o deputado esquece que o pré-candidato ao Governo, João Campos (PSB), sempre reafirmou seu posicionamento favorável a Lula e a aliança construída com o presidente.

Como gosto de dizer, portador não merece pancada. O outro lado é bem-vindo, e o contraditório é garantido.

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