Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

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O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, concedeu entrevista nesta terça-feira (14) ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal. Na edição, o gestor comentou sobre temas relacionados ao Governo Federal, sua atuação na secretaria e também compartilhou impressões políticas sobre as eleições em Pernambuco.

Chamou atenção, aos bons observadores da política, a falta de menção do ministro ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco do seu partido, o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), diferente de Jô Cavalcanti, que pertence ao seu grupo político e é cotada para disputar o Senado Federal pela sigla.

Silêncio sobre Ivan Moraes levanta dúvidas

A falta de clareza na fala do ministro colocou em dúvida a unidade do partido em torno do projeto de Ivan Moraes. Ao se referir aos possíveis palanques de Lula em Pernambuco, lembrou apenas dos nomes do ex-prefeito João Campos (PSB) e da governadora Raquel Lyra (PSD).

Comentando sobre a possibilidade de palanque duplo no estado, Boulos desconversou e buscou atribuir ao presidente Lula a responsabilidade de reconhecer os apoios ao seu projeto de reeleição. “A decisão é do presidente Lula, de como ele vai lidar. Isso vale para Pernambuco e para qualquer outro estado. O presidente não vai negar apoio, em hipótese nenhuma, e vai ser grato e reconhecer qualquer apoio que receba. Se a governadora Raquel Lyra se colocar em apoio ao presidente Lula, à reeleição e a esse projeto, é natural que o presidente reconheça esses apoios, seja dela ou de qualquer outro governador do Brasil. A definição passa também pelo coordenador da campanha, o nosso companheiro Edinho Silva”, disse.

Questionado sobre críticas anteriores feitas ao socialista, Boulos procurou pregar unidade política em torno do projeto lulista. “Eu rebati uma crítica que o João Campos havia feito. Foi isso que aconteceu naquele momento. Agora, eu não acho que estamos em um momento para semear diferenças entre quem está no campo da reeleição do presidente Lula. É lógico que tenho diferenças com João Campos, como tenho com Raquel Lyra e com várias outras pessoas, inclusive companheiros de governo. O presidente Lula fez um governo de coalizão”, cravou.

Para exemplificar a tese, citou a relação de Lula construída com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que, apesar das diferenças, compuseram uma chapa “para derrotar o fascismo no país”.

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