Foto 1: Alepe | Foto 2: Edson Holanda / PCR
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco determinou a suspensão da pesquisa de intenção de voto para Governo de Pernambuco, realizada pelo Instituto Veritá (nº PE-02184/2026), divulgada na última semana.
A sondagem trazia números discrepantes de levantamentos anteriores e considerava nomes e cenários irreais para a disputa ao Palácio do Campo das Princesas, com nomes como o de Anderson Ferreira (PL) no páreo.
O clima de estranheza diante dos números que apontavam empate entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), além de ampla vantagem para Lyra no cenário espontâneo, foi pontuado nos bastidores da política pernambucana.
A representação foi do Diretório Estadual do MDB de Pernambuco, que integra a base do campo político de apoio ao socialista. O parecer favorável à representação foi do relator desembargador Fernando Braga Damasceno, que determinou a imediata suspensão da divulgação da pesquisa, além da retirada do conteúdo já publicado nos meios de comunicação sob responsabilidade do instituto, no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Argumentos apresentados
De acordo com a representação do MDB, a sondagem apresentou inconsistências técnicas relevantes, como falhas no plano amostral, ausência de informações obrigatórias, inconsistências estatísticas e na descrição metodológica.
No entendimento do desembargador, os elementos podem causar um possível comprometimento da confiabilidade do levantamento e risco de influência indevida sobre o eleitorado. “Não se pode normalizar a divulgação de pesquisas com fragilidades técnicas que possam distorcer o cenário político. O MDB atuou com firmeza para proteger o eleitor e garantir que o debate público se baseie em informações confiáveis. Pernambuco precisa de um processo eleitoral transparente e à altura do que a população espera”, afirmou o presidente da sigla, Raul Henry.






