Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Com o calendário apontando menos de seis meses para as eleições, é esperado do Governo aspirante à reeleição que tenha atingido, a esta altura, a chamada velocidade de cruzeiro. Ou, pelo menos, que esteja em ascensão, em termos de percepção positiva na opinião dos eleitores. Mas não é isso que vemos na atual gestão estadual.

Pelo contrário. Segundo a pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, 16 de abril, a avaliação negativa — ou seja, a quantidade de pernambucanos que consideram a gestão como ruim ou péssima — do Governo Raquel Lyra aumentou 15 pontos, com relação ao levantamento anterior. Esse dado chama mais atenção até do que a estagnação das intenções de voto da governante.

O recado dos números é direto, e a explicação é bastante evidente: decepção. A população não enxerga melhoras concretizadas pela atual gestão. Ao contrário disso, enxerga recuos. E isso é mortal para as pretensões de quem pretende ser reconduzida ao cargo, daqui a poucos meses.

Quem acompanha a política com atenção sabe que quem já ocupa a cadeira, na maioria dos casos, parte na frente quando chega a disputa eleitoral. Isso acontece, geralmente, por conta da máquina governamental, da exposição massiva de imagem e da disposição do eleitorado em dar uma segunda chance ao mandatário, antes de apostar em um novo nome. Para confirmar essa regra, a população cobra apenas um preço: entregas — ou, ao menos, a impressão de que as entregas estão sendo feitas.

O Governo Raquel falhou, até agora, em cumprir esse mínimo requisito. O que é enxergado pela população são os problemas acumulados, como o desmonte do sistema de saúde, a piora sensível na qualidade, antes elogiada, da educação estadual e uma queda generalizada na oferta dos serviços à população. Em contrapartida, não há uma entrega sequer de obra significativa, de impacto real no cotidiano dos pernambucanos. Apenas a reciclagem de promessas já feitas há quatro anos, que não saíram do papel, e mais de três anos atribuindo ao governo anterior a culpa pela má gestão de hoje.

Ao piorar, quando devia estar melhorando, na avaliação dos pernambucanos, o atual Governo não demonstra indícios de que tem o fôlego suficiente para sair das cordas. Chegou a hora da verdade, e a governadora ainda não forneceu ao eleitor motivos verdadeiros para que ele renove a confiança que lhe foi emprestada, em 2022.

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