Foto: Reprodução / Câmara do Recife
O ex-vereador Osmar Ricardo, presidente municipal do PT, deve retornar à Câmara Municipal do Recife nos próximos dias, graças a uma articulação da governadora Raquel Lyra (PSD), que escalou a vereadora Flávia de Nadegi (PV) para presidir o Instituto de Recursos Humanos (IRH).
A movimentação já era especulada nos bastidores e havia sido antecipada pelo Blog ainda no início de março, nos primeiros dias após a saída de Osmar. Na época, cogitava-se que Flávia assumisse a Secretaria da Mulher do Estado.
Osmar, suplente nas eleições de 2024, havia assumido no início da atual legislatura após uma articulação do então prefeito do Recife, João Campos (PSB), que escalou o vereador Marco Aurélio Filho para seu secretariado, abrindo espaço para o petista.
Relembre o bastidor
No entanto, no início do ano, o jogo mudou, e a relação entre Osmar e a Prefeitura do Recife azedou de vez. Este site havia apurado e registrado, com exclusividade, um encontro de Osmar no Palácio do Campo das Princesas, com a governadora, no dia 11 de fevereiro, e, dias depois, já no Galo da Madrugada, o petista registrou fotos ao lado da gestora e de opositores a João Campos.
Já em 2 de março, Osmar decidiu escancarar a ruptura com João Campos e assinou o requerimento nº 612/2026, de autoria do vereador Thiago Medina (PL), visando instaurar uma CPI contra o gestor municipal.
O fato não passou em branco e, no mesmo dia, o prefeito devolveu Marco Aurélio Filho ao mandato na Câmara, fazendo com que Osmar voltasse à condição de suplente de vereador. Na ocasião, o petista acusou Campos de perseguição.
Fato novo?
Agora, de volta à Câmara, Osmar promete estridência na oposição. “Quando eu voltar, será pau em João Campos”, disse ao Blog de Dantas Barreto. Esse posicionamento, no entanto, fere uma decisão interna do diretório estadual do PT, que é aliado do socialista e deliberou, junto com a direção nacional, apoio à sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco.
Na condição de presidente do PT Recife, nos bastidores, já se comenta a possibilidade de sanções internas na sigla, caso o petista sustente o posicionamento na Casa de José Mariano.






