Foto: Edson Holanda

Foto: Edson Holanda

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), revelou, nesta sexta-feira (08), que está envolvido nas articulações pela construção de um Centro de Convenções na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste pernambucano.

A declaração ocorreu durante entrevista a uma rádio local. Segundo o socialista, o objetivo da construção do equipamento é contornar os desafios impostos pela Reforma Tributária, ampliando a competitividade, além de fortalecer a vocação para o turismo de negócios.

De acordo com João, as tratativas envolvem também o deputado federal Felipe Carreras e o deputado Diogo Moraes, ambos do PSB, e a obra será financiada pelo Governo Lula e por emendas parlamentares. “Tenho o compromisso, de forma imediata, e sei que é um sonho dessa região, da construção de um centro de convenções que possa canalizar, além do ambiente produtivo e do ambiente do comércio, uma nova fase, e para isso é preciso ter uma estrutura para eventos de grande porte”, disse.

“Conversei muito com o deputado Felipe Carreras, com o deputado Diogo Moraes, e a gente conseguiu viabilizar dentro do Ministério da Micro e Pequena Empresa e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um modelo para a construção de um centro de convenções, que vai ser financiado pelo Governo Federal, do presidente Lula, e com emendas parlamentares do deputado Felipe Carreras”, afirmou.

Ainda durante a entrevista, o pré-candidato adiantou que o anúncio do modelo de construção será feito nos próximos dias.

Impactos da Reforma Tributária

Comentando sobre o fim das políticas de incentivos fiscais geradas pela Reforma Tributária, Campos defendeu que os arranjos produtivos locais devem receber investimentos públicos diretos para que mantenham a competitividade.

Campos lembrou que, durante as gestões do PSB, houve redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a produção do Polo de Confecções, além de outras medidas.

“Muitas vezes a gente tem uma disputa entre o povo e o governo. A gente não pode deixar que esse sentimento seja criado. É preciso ter um comitê permanente com todas as secretarias envolvidas para discutir questões que, muitas vezes, atrapalham o pequeno empreendedor, criar um ambiente de cooperação para que não se puna, principalmente, o pequeno. Isso tem que ser feito aqui e isso tem que ter uma característica de Estado, não de governo. Dá para fazer, para as pessoas perceberem que vamos crescer junto com elas”, defendeu. “A gente vai voltar a viver um grande tempo, um tempo do tamanho do nosso estado”, completou.

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