Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um recente gesto da deputada federal Clarissa Tércio (PP) para Raquel Lyra (PSD) acendeu um alerta no eleitorado progressista favorável à governadora nos últimos dias.
No fim de semana, durante a assinatura da ordem de serviço para o início das obras de requalificação do Parque Dois Irmãos, no Recife, a parlamentar subiu no palanque e decidiu declarar publicamente seu apoio e adesão ao projeto de Raquel.
Com um discurso bem afiado, a bolsonarista não poupou palavras para defender seu posicionamento, chegando a afirmar que os pernambucanos “se desamarraram” das antigas gestões. “O povo de bem de Pernambuco está do teu lado. Não vai deixar a antiga gestão voltar aqui para o nosso Estado. A gente desamarrou e não vai se amarrar nunca mais. Raquel, a gente está com você orando. Os evangélicos estão com você, orando por você”, afirmou a deputada.
“Você não é a governadora perfeita, mas é a governadora que Pernambuco precisava”, disse a parlarmentar.
Nos bastidores, no entanto, entre lideranças progressistas que embarcaram no projeto governista, o sentimento foi de desconforto com a presença e as falas da deputada, cujos posicionamentos costumam bater de frente com as ideias defendidas por setores da esquerda.
Repercussão e tensão política
No último mês, inclusive, surgiram rumores de que a parlamentar estaria sendo sondada pelo senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), para ser candidata a vice em sua chapa, ideia que não se concretizou até então, mas que foi recebida com entusiasmo pela deputada.
Pelas redes sociais, internautas apontaram a suposta incompatibilidade de figuras como o deputado Túlio Gadêlha (PSD), cotado pré-candidato ao Senado pela chapa de Raquel, que defende ideias totalmente alinhadas às pautas progressistas, presente no mesmo palanque.
Embora reconheça a solidez da parceria institucional construída com o governo Lula da Silva (PT), Raquel mantém uma posição de neutralidade quanto à disputa nacional, haja vista que a gestora também disputa o voto e o eleitorado de direita no estado.
Como registrado anteriormente, a falta de um posicionamento pela gestora tem tensionado e tornado cada vez mais distante o apoio do eleitorado progressista pernambucano.







