Foto: Nando Chiappetta / Alepe

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Em entrevista ao Diário de Pernambuco, publicada nesta segunda-feira (11), a governadora Raquel Lyra (PSD) foi questionada sobre diversos temas, entre eles sua relação com o presidente Lula da Silva (PT), os caminhos do PSD para este ano e a formação da sua chapa.

Além dos temas políticos, Raquel também comentou sobre a redução da jornada de trabalho, tema que tem pautado o debate público nos últimos meses no Brasil.

Questionada pelo Diário sobre a relação construída com o presidente Lula, Raquel voltou a pontuar a solidez da parceria. “Eu sempre acreditei na força do diálogo. O presidente Lula é pernambucano e desde o primeiro momento eu disse a ele e ao vice-presidente Alckmin: ‘Não deixem que a política atrapalhe aquilo que nós podemos fazer juntos por Pernambuco’. O presidente nunca me perguntou em quem eu votaria para garantir investimentos ao estado”, disse.

“A gente foi apresentando projetos, destravando obras e construindo soluções junto aos ministros. Entregamos a BR-104, retomamos a Adutora do Agreste, colocamos a Transnordestina e o metrô do Recife como prioridade, retomamos barragens da Mata Sul e fizemos a concessão da Compesa, que vai garantir R$ 20 bilhões para tratamento de esgoto e abastecimento de água”, completou.

PSD, eleições e estratégia política

Comentando sobre o projeto construído pelo PSD de Gilberto Kassab nas eleições deste ano, que traz como pré-candidato à presidência o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Raquel foi enfática sobre o tema. Afirmou que, em conversas com o próprio Kassab antes de sua filiação, conquistou total autonomia quanto ao tópico.

“Antes de me filiar, conversei muito com Kassab e ele sempre me deu liberdade para conduzir Pernambuco da forma que eu julgasse melhor para o nosso estado. O próprio Caiado sabe disso. Em Pernambuco, nós vamos tomar um caminho apresentado ao nosso estado, sem abrir mão do propósito de cuidar da nossa gente”, afirmou.

O Blog já havia registrado anteriormente, a partir de informações de aliados, que a governadora planejava manter-se neutra no primeiro turno, sem declarar apoio explícito a nenhum presidenciável.

A estratégia, no entanto, desagrada uma ala do PT de Pernambuco, que defende a “ampliação do palanque de Lula”, a exemplo do deputado estadual João Paulo, aliado da governadora. Entre esses petistas, há a expectativa de que Raquel declare apoio ao presidente Lula, abrindo esse canal de diálogo.

Em visita ao Recife, na quinta-feira (7), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, condicionou o eventual diálogo com a governadora à sua decisão de apoiar abertamente o projeto de reeleição do presidente Lula.

Ainda assim, aliados próximos a Raquel avaliam que o melhor para ela, neste momento, é seguir o caminho da neutralidade, sobretudo porque a gestora mantém um bom trânsito entre o eleitorado conservador pernambucano, que já fala no voto “Flávio [Bolsonaro]-Raquel [Lyra]”.

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