Foto: Edson Holanda
Durante agenda em Lajedo, no Agreste pernambucano, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), voltou a defender publicamente o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um de descanso. A pauta ganhou força nacionalmente nos últimos meses e passou a mobilizar setores da esquerda e movimentos ligados aos direitos trabalhistas.
Em entrevista a uma rádio local, João afirmou que o posicionamento do PSB sobre o tema está consolidado e indicou que a bancada federal do partido deverá votar favoravelmente a propostas que tratem da redução da jornada.
“O meu posicionamento e o do PSB é bem claro: somos pelo fim da escala 6×1 e vamos votar para defender o trabalhador. Porque o trabalhador e a trabalhadora merecem mais do que sobreviver. Eles merecem viver uma vida com seu trabalho valorizado e com a garantia de ter tempo para aproveitar bons momentos com quem amam. O compromisso com os trabalhadores está na história do PSB e vamos sempre lutar ao lado deles e por eles”, declarou.
A fala ocorre em meio à tentativa de nacionalização do debate sobre as relações de trabalho, especialmente diante da pressão de setores sindicais e de movimentos sociais por mudanças nas jornadas consideradas excessivas. O tema também passou a ser explorado politicamente por partidos ligados ao campo progressista.
João Campos já havia se posicionado sobre o assunto em outras agendas públicas no Recife, incluindo a entrega da duplicação da Ladeira da Cohab e um encontro promovido pela senadora Teresa Leitão (PT). Agora, o pré-candidato amplia o discurso para o interior do estado, em movimento que também dialoga com a pré-campanha estadual.
Presidente nacional do PSB, João afirmou acreditar que o partido deverá fechar questão na Câmara dos Deputados em defesa do fim da atual escala de trabalho. Segundo ele, o debate também precisa considerar medidas voltadas aos pequenos empreendedores.
“(…) E ajudar principalmente o microempreendedor individual e o pequeno empreendedor para que eles possam ter medidas compensatórias para os pequenos negócios”, disse.
Ao tratar da pauta trabalhista, João também citou referências históricas do PSB em Pernambuco. Segundo ele, Miguel Arraes e Eduardo Campos mantiveram atuação política ligada à defesa dos trabalhadores.
A discussão sobre a escala 6×1 vem provocando reações distintas entre setores empresariais e representantes dos trabalhadores. Enquanto defensores da proposta argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o desgaste físico e mental dos profissionais, críticos apontam possíveis impactos econômicos e dificuldades de adaptação para pequenos negócios.







