Foto: Crysli Viana

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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes realizou, nesta quarta-feira (20), uma visita à direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Assentamento Normandia, em Caruaru. A agenda reforça a aproximação da pedetista com movimentos sociais ligados ao campo e amplia o discurso voltado à agricultura familiar dentro da pré-campanha da Frente Popular.

Recebida por Jaime Amorim, integrante da direção nacional do MST e uma das principais lideranças do movimento em Pernambuco, Marília participou de uma reunião com representantes locais da entidade em um dos assentamentos considerados referência nacional em agroecologia e produção sustentável.

O encontro faz parte de uma sequência de agendas voltadas ao setor rural. No início da semana, a pré-candidata já havia se reunido, no Recife, com dirigentes da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Pernambuco (Fetape). O movimento indica uma tentativa de consolidar apoio político junto às organizações históricas ligadas à agricultura familiar no estado.

Durante a conversa em Normandia, foram discutidos temas relacionados ao fortalecimento da produção rural, segurança alimentar, agroindustrialização, geração de renda no campo e ampliação das políticas públicas voltadas aos pequenos produtores.

Marília defendeu a retomada de uma agenda de desenvolvimento rural em Pernambuco, com prioridade para programas ligados à agricultura familiar e maior articulação entre governo e movimentos sociais.

“A agricultura familiar precisa voltar ao centro das prioridades do Estado. Não estamos falando apenas de produção agrícola, mas de geração de renda, inclusão produtiva, combate à fome e desenvolvimento regional. Pernambuco precisa fortalecer programas históricos como o Chapéu de Palha, aproximando sua coordenação da política agrícola e garantindo mais eficiência e diálogo com quem vive no campo. Também é fundamental ampliar o orçamento da agricultura, fortalecer a Secretaria Executiva de Agricultura e reforçar a relação permanente com movimentos como a Fetape e o MST, que têm um papel fundamental não apenas na mobilização social, mas na produção, na agroindustrialização e na geração de oportunidades para milhares de famílias. Esse compromisso faz parte da minha trajetória e do legado de Miguel Arraes, que sempre compreendeu que um estado socialmente justo passa necessariamente pela valorização do homem e da mulher do campo”, afirmou.

A agenda também carrega peso político dentro da disputa estadual, sobretudo pela influência histórica do MST e da Fetape em regiões do Agreste e do Sertão. Ao priorizar encontros com entidades rurais, Marília tenta fortalecer um discurso voltado à inclusão produtiva e ao desenvolvimento regional em áreas tradicionalmente ligadas à agricultura familiar.

A pré-candidata segue cumprindo agendas no interior do estado ao lado de integrantes da chapa majoritária da Frente Popular.

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