Foto: Divulgação
Cumprindo seu único papel na possível chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o de dar um verniz progressista para um palanque repleto de figuras da direita e centro-direita, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), pré-candidato ao Senado, segue insistindo no voto “Luquel” (Lula e Raquel) no estado.
Na noite deste sábado (30), durante a abertura do São João de Caruaru, o deputado publicou um vídeo nas redes sociais, ao lado da governadora, elogiando a festa e fazendo com que Raquel fizesse “um convite” ao presidente Lula.
“Queria fazer um convite para o senhor: venha para cá”, afirma Raquel em tom humorado, completada por Túlio, que reforça o convite.
O vídeo logo repercutiu entre aliados e adversários, que ironizaram o fato de que, até aqui, a governadora apenas exalta a relação institucional com o presidente Lula da Silva (PT), enquanto, eleitoralmente, mantém uma “distância segura” do petista, afirma uma fonte.
Distância segura porque, como reforçado no início da matéria, Raquel sustenta a imagem de neutralidade em um palanque de figuras tarimbadas da direita e que defendem uma chapa “Raquel-Flávio Bolsonaro”. Inteligentemente, a governadora sabe que não pode perder esse voto.
Sob os olhos de figuras da direita como Mendonça Filho (PL), Clarissa Tércio (PP), a família Coelho, do União Brasil, Eduardo da Fonte (PP), fora uma gama de deputados bolsonaristas, Túlio parece deslocado e, em alguns momentos, até desconfortável.
Críticas dentro da esquerda
Dias atrás, a senadora Teresa Leitão (PT), em entrevista ao Blog do Alberes Xavier, foi categórica ao afirmar que desconhece “qualquer conversa do deputado com o presidente. Ele sozinho se porta como o suprassumo da esquerda, mesmo estando contra o PT, PCdoB, PSB, Rede, PSOL, PDT e todo o campo de esquerda”, afirmou.
Já em Jamildo, Teresa repetiu a fala. Foi enfática. Disse que Túlio poderia ter alguma articulação construída com algum ministro ou assessor, mas não com o presidente Lula. “Não foi [Túlio na chapa de Raquel] uma coisa de caso pensado”, e reforçou que a presença de Gadêlha serviria apenas para dar um “verniz de esquerda”.
Sobre as declarações, o deputado não rebateu nem respondeu.







