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Na manhã desta segunda-feira (29), às 11h, acontece, no Recife, a reunião da executiva da Federação União Progressista, comandada no Estado pelo presidente do PP, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Eduardo da Fonte.
Embora conste que a reunião tratará de temas internos, como a escolha dos líderes da União Progressista na Assembleia Legislativa de Pernambuco e nas Câmaras de Vereadores, existe a expectativa de que o encontro delibere o nome de Dudu da Fonte como indicado da Federação para compor a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
Com isso, Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil e que disputa a vaga com Da Fonte, seria preterido mais uma vez, assim como ocorreu na chapa da Frente Popular, quando João Campos (PSB) optou por Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) para as vagas ao Senado Federal.
Bastidores apontam maioria para Dudu da Fonte
Nos bastidores, o assunto está praticamente resolvido, como sugere uma fonte ligada ao grupo, em contato com o Blog do Yan Lucca. De acordo com o interlocutor, Da Fonte conta com a maioria dentro da Federação e, na executiva, tem cinco votos favoráveis, contra apenas dois, que apoiam o nome de Miguel.
Embora tenha mantido gestos à governadora, enaltecendo a gestão estadual e alimentando expectativas e rumores de uma composição ao lado de Túlio Gadêlha (PSD), nos últimos dias Miguel aparenta estar distante de Raquel, preferindo manter agendas próprias, sem a gestora.
Nesta segunda-feira, Raquel cumpre agenda em Caruaru durante toda a manhã, enquanto Miguel estará em agenda no Sertão do Estado.
Conforme já registrado pelo site em outras matérias, Miguel já declarou a possibilidade de concorrer de forma independente ao Senado, o que esbarra na legislação eleitoral, que não permite esse tipo de candidatura dentro de uma federação.
Impasse sobre candidatura ao Senado
Ao Blog, Miguel chegou a declarar: “Se não tiver espaço dentro da chapa da governadora Raquel para as duas postulações da federação, não tem problema, a gente sai independente, que é o que vocês chamam de avulso, porque eu acho que é legítimo, tanto a candidatura de Miguel quanto a de Eduardo. E aí a gente sai independente e deixa o povo escolher. Isso é um processo natural, até porque isso é uma democracia.”
Segundo informações de bastidores, foi oferecida a Miguel a possibilidade de concorrer a outro cargo, como deputado federal, ideia que é amplamente combatida pelo ex-prefeito de Petrolina, que não arreda o pé da disputa à Casa Alta.







