Foto: Reprodução / Alepe

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O deputado estadual João Paulo (PT), em entrevista ao Diário de Pernambuco, comentou, entre diversos assuntos, sobre sua aproximação com a governadora Raquel Lyra (PSD), alvo de inúmeras especulações nos bastidores da política.

De acordo com o parlamentar, a presença ao lado da gestora em agendas públicas não se dá no contexto político-partidário, mas, sim, administrativo, em uma postura classificada por ele como “republicana” e “democrática”.

Nos últimos meses, o petista vinha adotando um tom bastante crítico à decisão do seu partido de apoiar exclusivamente a pré-candidatura de João Campos (PSB), ao invés de ampliar o apoio à governadora Raquel Lyra e ao ex-vereador e pré-candidato do PSOL, Ivan Moraes, fazendo com que o presidente Lula da Silva (PT) tivesse, no estado, o que chamava de “palanque triplo”.

A tese, refutada pela maioria do PT-PE, foi totalmente esvaziada a partir do posicionamento do próprio presidente Lula, que reforçou, em vídeo, que, em Pernambuco, estava com o pessebista.

Segundo João Paulo, ao DP, estar ao lado da governadora faz parte de sua atuação parlamentar e citou como exemplo a entrega da encosta no bairro de Jardim Monte Verde, em Jaboatão dos Guararapes. “Ela é governadora. Isso não é apoio a Raquel, é apoio àquele projeto. Ali morreram 43 pessoas e foi dedicada uma obra de R$ 43 milhões, que salvou vidas. Eu não teria como não participar de uma iniciativa dessa e participarei de outras que tenham, essencialmente, recursos federais ou que sejam de interesse público”, afirmou.

Petista vê possibilidade de aproximação política

Sobre a postura de neutralidade da gestora, João tratou com naturalidade e afirmou acreditar em uma possível aproximação política. “Há sinalizações. Ela [Raquel Lyra] não tem como negar esse apoio”, disse, tratando dos feitos e investimentos do presidente no estado.

Questionado sobre as supostas divergências internas no PT, João afirmou estarem superadas, fazendo com que a legenda, em nível local, estivesse coesa em torno do projeto definido nacionalmente. “A declaração de Lula está em função da decisão nacional do partido, que é garantir o PSB na vice-presidência e outros acordos nacionais em função da reeleição do presidente”, ponderou.

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