Foto: Reprodução / PSD

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A governadora Raquel Lyra (PSD) segue enfrentando desafios e tendo que pôr à prova sua capacidade de articulação para a montagem da sua estratégia nas eleições deste ano.

Nesta terça-feira (28), a Federação composta pelo Solidariedade e pelo PRD decidiu abandonar o projeto de reeleição da gestora e apoiar a chapa da Frente Popular, encabeçada por João Campos (PSB), com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), candidatos ao Senado.

A confirmação do apoio à Frente Popular se deu após reunião com o presidente do Solidariedade em Pernambuco, Edinazio Silva, e será oficializada neste próximo sábado, 1º de agosto, durante a convenção estadual do PSB.

Sem a Federação Solidariedade-PRD, Raquel poderá ter menos tempo de televisão para veiculação da propaganda eleitoral. João Campos reúne partidos que somam 206 deputados federais, enquanto Raquel soma 191 deputados federais.

O que pode vir a equacionar o problema de tempo de TV de Raquel será o apoio da Federação União Progressista, que ainda é incerto.

Definição da chapa segue em aberto

Faltando poucos dias para a convenção estadual do PSD, que irá homologar a candidatura de Raquel à reeleição, a gestora ainda enfrenta um imbróglio para a formação de sua chapa, que conta apenas com o nome da vice-governadora Priscila Krause confirmado no posto. Já as duas vagas ao Senado Federal seguem em aberto, com Túlio Gadêlha (PSD) amplamente cotado para uma delas.

Com cerca de quatro postulantes à vaga, Raquel terá que administrar a insatisfação de aliados preteridos de sua chapa. Até o momento, ventila-se, nos bastidores, a informação de que a governadora teria escolhido o nome do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), o que desagrada o dirigente estadual da Federação União Progressista, Eduardo da Fonte, que também se coloca como pré-candidato ao Senado Federal.

Ainda conforme informações de bastidores, caso preterido, Da Fonte teria apontado para a possibilidade de vir avulso e não apoiar nenhum nome ao Governo de Pernambuco, focando apenas nas eleições proporcionais.

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