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Nesta sexta-feira (11), os três principais candidatos ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), Ivan Moraes (PSOL) e Raquel Lyra (PSD), marcaram presença no debate promovido pela Rádio Cidade, no município de Caruaru e retransmitido por vários veículos no estado de Pernambuco.
Direto do Teatro Difusora de Caruaru, na área central, os postulantes tiveram cinco blocos para debater ideias, apresentar propostas e responder questionamentos de jornalistas e representantes de entidades empresariais e civis.
Um dos pontos altos do debate foi o confronto direto entre João e Raquel, já próximo ao término do debate, quando a governadora e candidata à reeleição relembrou que é concursada e que “não furou fila”. João, por sua vez, trouxe à tona o suposto recebimento de cerca de R$ 1 milhão de forma inconstitucional, a chamando de “fura teto”.
“Você sabia que a candidata que declarou R$ 1,00 na sua conta corrente recebe três vezes mais do que o salário de governador? Se colocar tudo que recebeu nesse período dá mais de R$ 1 milhão de forma inconstitucional, enquanto você está trabalhando, buscando um emprego. Eu queria fazer que Raquel pudesse devolver um pouquinho desses mais de R$ 1 milhão que foram recebidos de forma inconstitucional e furando o teto”, afirmou o pessebista.
De acordo com informações repassadas à imprensa, Raquel “já recebeu R$ 2,2 milhões em salários, mais de seis vezes o valor que declarou possuir em bens ao registrar sua candidatura à reeleição junto à Justiça Eleitoral”, afirmam em nota.
“Os ganhos de Raquel acima do teto constitucional são provenientes de seu cargo como procuradora do estado. Pouco depois de assumir o cargo, em 2023, ela remeteu à Assembleia Legislativa um projeto de lei aumentando o subsídio de governadora para R$ 22 mil, mas optou pelo soldo de sua carreira efetiva na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que é quase três vezes maior. Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, Raquel embolsou R$ 2.211.744,08. Desde junho de 2026, por exemplo, ela ganha um salário de R$ 50,7 mil mensais, fora R$ 10,1 mil em penduricalhos, o que soma R$ 60,8 mil por mês. Os dados são do Portal da Transparência do Governo de Pernambuco”, completam a informação.
O assunto rendeu um pedido de direito de resposta pela campanha governista e foi acatado pela produção do debate após parecer favorável da comissão de advogados presentes.
Raquel, por sua vez, negou quaisquer irregularidades nos valores que recebe como servidora efetiva da Procuradoria-Geral do Estado. “Eu recebo o meu dinheiro de maneira honesta, eu nunca fui sócia de negócio, não tenho investigações contra mim. Eu garanto a vocês, como vocês me conhecem muito de perto, que tudo que eu faço é trabalhar e gastar energia em tudo aquilo que eu tenho de melhor, para dar o meu melhor como a melhor governadora de Pernambuco pode ter neste tempo”, defendeu a candidata.







