Foto: Reprodução / Redes Sociais
O ex-prefeito do Recife e candidato a governador, João Campos (PSB), foi o segundo entrevistado pela TV Nova Nordeste na noite desta sexta-feira (11), no que inicialmente seria um debate e que tornou-se uma sabatina de 30 minutos após a desistência da candidata Raquel Lyra (PSD).
Antecedendo o pessebista, o primeiro entrevistado foi o candidato Ivan Moraes (PSOL), que apresentou suas propostas para o Governo de Pernambuco.
Durante a entrevista, Campos aproveitou para reforçar suas promessas de campanha, algumas delas previstas em seu plano de governo, e comentou temas como o suposto gabinete do ódio estruturado pela gestão Raquel Lyra para atacá-lo.
Na área da saúde, o candidato reforçou a promessa de construir quatro novos hospitais, incluindo o Hospital Geral Metropolitano (com 900 leitos) e unidades no Vale do São Francisco, Sertão do Araripe e um Hospital da Criança em Caruaru.
A proposta visa desafogar as unidades da Região Metropolitana, além de reforçar o trabalho de interiorização da saúde pública. “A atual gestão estadual cortou mais de R$ 600 milhões da saúde do estado de Pernambuco. Enquanto o presidente Lula colocou mais de R$ 2 bilhões na saúde do estado, o Governo cortou mais de R$ 600 milhões. O que isso significa? Mais de 150 mil cirurgias deixaram de ser realizadas, dois hospitais foram fechados e 1.200 leitos a menos”, ponderou o candidato.
Campos lembrou a sua experiência à frente da Prefeitura do Recife, onde construiu o Hospital da Criança do Recife, que servirá em uma eventual gestão como modelo para outras unidades estaduais.
João lembrou que os feitos enquanto prefeito se deram com um orçamento menor em comparação ao do Governo, ao qual acusou de inércia na execução de obras estruturantes para o estado.
Na área de infraestrutura e mobilidade, Campos propôs a criação de um Centro de Operações Metropolitano (COP), a triplicação da BR-101 e dois contornos viários para desafogar o trânsito da Região Metropolitana.
Comentando a segurança pública, o candidato voltou a falar da necessidade de criação e expansão, em cidades acima de 60 mil habitantes, de delegacias especializadas em atendimento às mulheres de forma 24h.
Defendendo seu legado como prefeito da capital, João comentou a expansão de vagas em creches e a criação de centros de atendimento TEA (Transtorno do Espectro Autista) no Recife, propondo levar esses modelos para todo o estado.
Comentando as revelações feitas pela imprensa nacional sobre um suposto “gabinete do ódio” criado e financiado pelo Governo do Estado, Campos foi categórico: “Isso apresenta uma suposta prática de crime. Crime cometido por pessoas, que ao invés de fazerem política, fazem aquilo que é proibido pela lei”, ponderou.







