Na semana que antecedeu as festividades juninas, durante uma rápida passagem pelo Recife, almocei com Pedro Alcântara, candidato a presidência municipal do Partido dos Trabalhadores na capital. O jovem militante de 36 anos, natural do Ibura, Zona Oeste do Recife, me apresentou suas propostas ousadas e compartilhou suas impressões sobre a condução do partido no município.

A conversa se deu inicialmente com o registro de acentuadas críticas do candidato aos seus adversários (Osmar Ricardo e Jairo Brito), que na sua visão, “fogem do debate”. Na ocasião, acabávamos de ser informados que o debate que iria ocorrer entre os postulantes na noite daquela quinta-feira (19) tinha sido cancelado pelas condições climáticas – estava sol e o clima permaneceu sem chuvas durante a tarde e noite.

Segundo Pedro, a militância recifense estava ávida pelo debate, mas não houve sequer sinalização de uma nova data pela organização.

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Ao Blog do Yan, Pedro criticou categoricamente a relação existente entre o PT e o PSB na capital, oriundas, segundo o candidato, de uma relação de “subordinação” e “dependência” da atual diretoria. Osmar Ricardo, segundo o candidato, representa a continuação da atual gestão, enquanto Jairo Brito supostamente não seria presente na vida partidária. “Nossa candidatura é de voto de opinião”, afirmou.

“A militância do PT vai saber identificar quem está em falta com o partido no Recife”, cravou. “Não podemos [o PT] ficar do jeito que está. É preciso resgatar o partido”, concluiu.

Paralelamente as críticas, um ponto de vista: se aliar não é se apagar, afirmou, defendendo a possibilidade de criação de alianças com os socialistas, desde que não houvesse um tipo de subordinação do partido. Além disso, para Pedro, falta ao PT um projeto para unificação dos quadros da sigla, bem como um projeto para a cidade, que dialogue com os problemas concretos da população, como a defesa de um transporte público gratuito e de qualidade com a implementação da chamada “tarifa zero” e o aumento do auxílio moradia do Recife de 300 para 600 reais.

Questionado sobre a participação das duas vereadoras do PT na Câmara do Recife (Karina Santos e Liana Cirne), que seriam os caminhos que poderiam viabilizar esses debates para a cidade, o candidato afirmou que “falta uma linha de orientação político do partido para as parlamentares” e que só o PT tem força simbólica para falar com a população do Recife.

Traçando uma linha de comparação entre as gestões petistas e a atual gestão de João Campos, Pedro reiterou as críticas ao modelo de gestão do PSB, citando, por exemplo, a retirada das palafitas dos Pina, abrindo espaço para construtoras criarem prédios luxuosos e a concessão de alguns parques públicos à iniciativa privada.

Avaliação do governo Lula

Questionado sobre as recentes pesquisas de opinião que apontam uma má avaliação ao governo Lula, Pedro admite a queda, mas acredita que com uma “resposta mais intensa na agenda social”, além da reaproximação do governo com a classe trabalhadora e de sua base, pode reverter esta maré.

Além disso, para o candidato, a população estaria de “mau humor” da política, refletindo uma baixa avaliação ao governo.

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