Em entrevista ao programa Mesa Redonda da Rádio Cultura do Nordeste (96,5 FM) em Caruaru, a deputada petista Rosa Amorim foi provocada sobre o posicionamento do seu partido em 2026 no possível embate entre Raquel Lyra e João Campos pelo Palácio Campo das Princesas.
Sem deixar claro seu posicionamento, a deputada teve o discurso convencional de “primeiro as primeiras coisas” – não se comprometendo em garantir apoio a nenhuma das duas legendas. Vale ressaltar que mesmo integrando a oposição na Alepe, o PT vota majoritariamente com o governo.
Rosa Amorim afirmou que a prioridade do partido é a reeleição de Humberto Costa no Senado Federal, corroborando com o posicionamento de alguns outros petistas e lembrou que o partido passa por um processo de eleição interna de seus diretórios, o que será crucial para o direcionamento da legenda em 26.
“Não tem como termos uma decisão. Lula poderá estar em dois palanques. Mas o Partido dos Trabalhadores não estará em dois palaques aqui [em Pernambuco], porque nós precisamos fazer campanha. Humberto Costa precisa estar em uma chapa”, afirmou a deputada.
Apesar de ser estratégico contar com o apoio do PT em seu projeto político, a governadora Raquel Lyra poderá ser forçada a escolher entre a sigla petista e o PL. Em entrevista ao Blog Ponto de Vista, do jornalista Wellington Ribeiro, o deputado estadual Renato Antunes (PL) rebateu uma declaração do senador Humberto Costa (PT), que considerou “pouco provável” a possibilidade de dividir palanque com bolsonaristas em 2026.
Antunes, aliado de Anderson Ferreira e da própria governadora, foi categórico: “Não é pouco provável, é impossível o PL dividir o mesmo palanque com o PT”, afirmou, evidenciando os limites da articulação política de Raquel em torno de uma frente ampla para a reeleição.
Estas são cenas dos próximos capítulos. A conferir.







