Foto: Reprodução / Instagram

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Após uma semana extremamente conturbada para a deputada estadual Dani Portela (PSOL), que teve seu gabinete acusado de uma suposta contratação de empresa “fantasma” ligada à família do marido, Jesualdo Campos, e a ataques, como ela mesma classificou, provenientes do seu próprio partido, veio, por fim, um acalento do presidente Lula durante agenda no Recife nesta quinta-feira (14).

Antes mesmo de Lula e a cúpula do PT manifestarem solidariedade e apoio à psolista, dezenas de entidades publicaram notas em repúdio à exposição indevida sofrida pela deputada, além das críticas de pseudoblogs após Dani repercutir supostas irregularidades na contratação de publicidade do governo Raquel Lyra (PSD) e conseguir instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias.

Não é novidade que os caminhos de Dani, bem-dizer, já estão traçados, e, no início da janela partidária, entre março e abril do próximo ano, a parlamentar pedirá sua desfiliação do PSOL, tendo como destino o Partido dos Trabalhadores.

Nos bastidores, sabe-se que a legenda está pronta para recebê-la,e que, para o partido, representaria um ganho significativo a nível estadual e até nacional, visto que a atuação e o protagonismo de Dani conseguem gerar grande aderência entre a esquerda mais identitária.

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Este blogueiro acompanha, desde o término das eleições municipais de 2024, todo o processo de possível mudança, com os rumores ganhando mais força e notoriedade quando seu marido, Jesualdo, um dos fundadores e líderes históricos do PSOL, deixou a sigla, levando consigo cerca de 20 ex-integrantes da legenda. O destino da maioria, senão todos, foi o PT.

Hoje, Jesualdo coordena o Coletivo Florescer (que engloba o movimento negro, de mulheres, LGBTQIAPN+, estudantil e comunitário) dentro do PT, o mesmo que outrora era liderado por Dani. Em 2024, quando foi candidata à Prefeitura do Recife, terminando em terceiro lugar, mesmo enfrentando grandes dificuldades no próprio partido, Dani conseguiu uma das votações mais expressivas da sigla, ficando à frente, inclusive, do candidato da governadora, Daniel Coelho (PSD).

Na agenda desta quinta, o que se observou foi um clima de companheirismo e camaradagem entre Dani e nomes do PT. A deputada apareceu em inúmeros registros ao lado de Kari Santos e Liana Cirne, vereadoras do Recife, da deputada estadual Rosa Amorim e do deputado João Paulo, colegas na Alepe, além de um registro com o próprio presidente Lula.

Mesmo que, habitualmente, o clima entre eles seja de harmonia, a interpretação feita nos bastidores por bons observadores da política local é a de que o PT-PE estaria de portas abertas para receber a deputada.

Ainda que não comente publicamente sobre a possibilidade, para muitos interlocutores ligados à parlamentar, o assunto é quase definitivo, faltando apenas ajustes estratégicos na composição para encaixar a deputada no projeto político do PT em nível estadual.

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