Depois de passar pelo Cais do Sertão, no Recife, a exposição imersiva “Toré Virtual: imersão no canto e dança de origem ancestral” retorna ao território indígena de onde se originou. A partir de 7 de julho, a mostra estará aberta ao público em Águas Belas, no Sertão de Pernambuco, com abertura oficial no dia 5 de julho, às 16h, na Escola Marechal Rondon, situada dentro do Aldeamento Fulni-ô. A cerimônia contará com apresentação do Toré de Buzu, realizada por integrantes do próprio povo Fulni-ô, que acompanharão toda a programação. A entrada é gratuita.

A iniciativa propõe uma experiência sensorial e espiritual a partir do ritual do Toré de Buzu, prática sagrada do povo Fulni-ô, utilizando recursos como realidade virtual em 360°, hologramas, retratos 3D, videoinstalações e relíquias digitais. Em diálogo com objetos tradicionais, cantos e gestos transmitidos entre gerações, a exposição busca aproximar o público da vitalidade da tradição indígena.

“Toré Virtual” é a primeira exposição imersiva desenvolvida pelo povo Fulni-ô e exibida em seu território. A curadoria é assinada por Hugo Fulni-ô, Carol Berger e Rose Lima, e a mostra foi construída com base em processos colaborativos com a comunidade local. “É uma exposição criada por eles, para eles – e para todos que queiram sentir, ouvir e viver a força de sua cultura de um jeito único”, destaca o texto de apresentação.

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Imersão no território do Ouricuri

Entre os elementos centrais da mostra estão dois filmes em realidade virtual, que levam o visitante ao território sagrado do Ouricuri, além de retratos em movimento de mestres e jovens Fulni-ô, um holograma inédito do Buzo, e peças artesanais como maracás, cachimbos, arcos e flechas produzidos na aldeia. Também serão exibidos curtas produzidos pelo Coletivo Fulni-ô de Cinema, com relatos do cotidiano e da cosmovisão do povo.

A escolha da Escola Marechal Rondon como espaço da mostra reforça o papel da educação pública como mediadora entre tradição e inovação, e evidencia a potência das tecnologias de comunicação em ambientes escolares. A proposta é fortalecer a valorização identitária, especialmente entre os mais jovens.

O público poderá agendar visitas guiadas, com acessibilidade garantida, especialmente nos fins de semana. A programação foi pensada para receber moradores, estudantes e visitantes da região.

“Mais que uma mostra, ‘Toré Virtual’ é um reencontro com o sagrado. Uma celebração da memória, da resistência e do futuro indígena que pulsa em cada canto, dança e imagem compartilhada.”

A exposição segue até 20 de julho.

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