Foto: Divulgação / Comunicação

Nem na 55ª Missa dos Vaqueiros, em Serrita, sertão central de Pernambuco, 2026 ficou de fora dos assuntos comentados. Com a presença da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito do Recife, João Campos (PSB), principais nomes cotados na disputa pelo Palácio, dividindo protagonismo e holofotes na festa de Raimundo Jacó.

Nas redes sociais, apoiadores de ambos os líderes agitaram em publicações, afirmações, e teve até secretária de governo fazendo comentários críticos a João Campos.

Conforme registrado anteriormente pelo Blog do Yan, a passagem por Serrita encerrou a excursão de três dias feita por Campos pelo Agreste e Sertão pernambucano, com direito a paradas em Brejão, em Garanhuns, onde prestigiou o Festival de Inverno ao lado dos socialistas Sivaldo Albino e Caio Albino; em Petrolândia, onde recebeu o título de cidadania; e ainda teve tempo de prestigiar a ExpoSerra, em Serra Talhada, ao lado da prefeita Márcia Conrado (PT).

Na mesma linha, antes de cruzar agenda em Serrita com Campos, a governadora Raquel Lyra (PSD) prestigiou, no sábado (19) à noite, a 26ª Serenata da Recordação, em Santa Maria da Boa Vista, ao lado do prefeito George Duarte (PP), membros do governo e, claro, aliados políticos.

Já na Missa dos Vaqueiros, no Sertão, o palanque foi visivelmente montado e posto. Tanto João quanto Raquel, nas entrelinhas, mostram que já estão em ritmo de pré-campanha. Um acontecimento curioso, e que não passou batido nas redes sociais, foi durante o cortejo do evento, onde a governadora levou a bandeira de Pernambuco e, logo atrás, mas não distante, Campos empunhava a bandeira do Brasil. O momento rendeu muitos cliques.

E como nem tudo são flores e elogios, Simone Benevides, secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, deixou registrada suas impressões e críticas sobre a participação de João Campos no evento. A secretária foi categórica: disse ser “ridículo” um prefeito sair de sua cidade supostamente “cheia de problemas” e fazer campanha “fora do período eleitoral”, e ainda acrescentou o emoji — ícone digital — de palhaço.

Após a repercussão negativa, Benevides apagou o comentário. Mas, como dizem: na internet, o print é eterno:

Foto: Print / Redes Sociais
Foto: Print / Redes Sociais

Discursos durante a Missa

Durante sua fala, a governadora aproveitou para alfinetar indiretamente o prefeito. Disse que não era momento de se fazer política, muito menos fazer do evento um palanque. “Demagogia”, disse um aliado ligado ao prefeito, sobre o discurso de Raquel.

“Aqui não é palanque político. É tempo de celebrar a nossa cultura e a nossa história. Isso não se faz pelo Instagram, isso se faz no chão, na terra, em cima de um cavalo, e de mãos dadas para o nosso povo”, disse a governadora em seu discurso.

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Pelo visto, um dos grandes ganchos de campanha de Raquel vai ser tentar desconstruir a imagem de Campos a partir das questões das redes sociais, assim como fez seu aliado, o agora secretário de Meio Ambiente Daniel Coelho, que, durante sua campanha para a Prefeitura do Recife, apostou no mote “Recife Sem Filtro”.

Por sua vez, João se absteve de comentar assuntos de natureza política e falou apenas sobre a festividade: “É mais do que uma missa. É uma tradição. A Missa do Vaqueiro, de Serrita, é uma manifestação cultural que se perpetua por décadas e que tem em seu foco uma bela homenagem a Raimundo Jacó. Viva a bravura do vaqueiro e viva o Sertão”.

Quantidade não é garantia

Somente durante sua passagem por Serra Talhada, na ExpoSerra, houve registros sobre falas em torno da disputa de 2026. Ao comunicador Francys Maya, na rádio Vilabella FM, sem se colocar como candidato, João Campos minimizou a estratégia de Raquel em reunir o máximo de prefeitos em seu palanque. Para o socialista, números volumosos de prefeitos não garantem uma vitória.

“Pra ser muito sincero e sendo muito respeitoso com meus colegas amigos prefeitos, eu acho que não é o número de prefeitos que faz com que você ganhe ou perca uma eleição. Quem vai dizer isso é o povo na hora certa”, afirmou.

Ainda deu tempo de alfinetar: “É natural. Um partido estar no governo pode aumentar o número de filiações, principalmente num tempo em que a gente vê uma necessidade muito grande de ser duro com quem não está no mesmo partido, que tem alguma discordância. Eu não acredito na política quando ela funciona desse jeito”, disse.

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