Foto: Divulgação
Pernambuco registrou o terceiro maior crescimento do país nas vendas de consórcios de automóveis no primeiro trimestre de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O número de cotas vendidas passou de 10.497, em 2024, para 15.524 neste ano — um aumento de 47,9%, acima da média nacional.
A modalidade também avançou no setor imobiliário. As vendas de cotas de consórcios de imóveis cresceram 58,3% no estado, totalizando 5.354 unidades comercializadas, o que representa o quinto maior crescimento nacional.
O desempenho reflete a busca de consumidores por alternativas ao financiamento bancário tradicional, impactado pela manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado. Ao não cobrar juros, os consórcios passaram a ser considerados uma opção mais acessível para aquisição de bens.
“O aumento na procura por consórcios revela que mais pessoas estão encontrando nesse modelo uma alternativa viável para realizar sonhos de forma acessível e organizada”, afirmou Gabriela Nóbrega, analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste.
“Esse movimento aponta para um avanço importante na autonomia financeira da população, com o consórcio se consolidando como uma ferramenta de inclusão e fortalecimento econômico”, completou.
Cooperativas ampliam participação
O Sicredi, sétima maior administradora de consórcios do Brasil, acompanhou esse crescimento. Em Pernambuco, o volume de créditos comercializados pela cooperativa em consórcios de veículos saltou de R$ 93 milhões (março de 2024) para R$ 132,8 milhões (março de 2025) — alta de 42%.
Um dos fatores apontados pela instituição é a taxa de administração inferior à média do mercado. No Sicredi, a taxa é de 9,54% para consórcios de automóveis, enquanto a média nacional chega a 15,16%, segundo dados fornecidos pela cooperativa.
No Nordeste, o cenário também é de expansão. A carteira de consórcios administrados pelo Sicredi nos nove estados da região cresceu 61,8% no primeiro trimestre, alcançando R$ 1,79 bilhão.
Segundo Gabriela, campanhas com descontos periódicos nas taxas de administração ajudam a tornar o produto mais competitivo:
“Temos buscado oferecer soluções que ampliem o acesso da população a esse modelo de aquisição”, declarou.







