Foto: Divulgação / PCR

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A Prefeitura do Recife respondeu à reportagem do Blog do Yan sobre a demora na efetivação do armamento da Guarda Civil Municipal do Recife (GCMR) e detalhou o cronograma e as exigências em andamento para viabilizar a medida, que vem sendo discutida desde abril deste ano.

Segundo a gestão municipal, o processo foi iniciado com uma reunião junto à Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco, com objetivo de firmar o convênio exigido pela legislação. A formalização depende da existência de Corregedoria e Ouvidoria específicas para a Guarda, além da capacitação e avaliação psicológica dos agentes considerados aptos ao porte de armas.

No dia 14 de junho, foi publicado edital para contratação de psicólogos credenciados pela Polícia Federal, responsáveis pela realização dos exames de aptidão psicológica. A seleção ainda está em fase de análise da documentação dos profissionais inscritos. Os aprovados formarão um banco de psicólogos que serão acionados por sorteio, conforme a demanda da gestão.

Outro requisito do processo é a existência de um espaço adequado para armazenamento de armamento e munição, conforme parâmetros definidos pela Polícia Federal. A Prefeitura informou que o local está sendo reformado e deverá ser entregue até o fim de agosto.

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Em paralelo, a administração municipal afirmou que estão sendo finalizados os decretos de criação da Ouvidoria e da Corregedoria específicas da GCMR, como parte das exigências legais para dar prosseguimento ao processo de armamento.

A expectativa é que, a partir de agosto, com a homologação do credenciamento dos psicólogos, os profissionais comecem a aplicar os testes psicológicos — psicométricos, projetivos e expressivos —, além de conduzir entrevistas individuais e emitir os laudos técnicos com parecer conclusivo sobre a aptidão dos guardas.

Para setembro, está prevista a abertura de licitação para contratação do curso de treinamento dos agentes aptos a portar armamento. A primeira etapa de implementação será focada no Grupo Tático de Operações (GTO) da Guarda. A Prefeitura informou ainda que os guardas armados utilizarão câmeras corporais (bodycams) durante as atividades.

A proposta de armar a GCMR tem sido defendida por aliados da gestão, mas sofre resistência de setores da oposição, que cobram mais celeridade e transparência no andamento do processo. A medida é tratada como um marco na segurança urbana da capital, onde o tema se tornou reincidente em debates após a reeleição do prefeito João Campos (PSB).

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