Foto: Cortesia / Blog Imagem

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Brasília/DF — Neste último fim de semana, ocorreu, no Distrito Federal, o 17º Encontro Nacional do PT, visando dar posse à nova diretoria nacional da sigla, com destaque para o presidente eleito no último PED, Edinho Silva. Além disso, o encontro objetivou mobilizar a militância, defender a soberania nacional, com críticas à política externa dos EUA, apoio à Palestina e, claro, falar de 2026.

O clima foi de preparação de articulações e estratégias para a ampliação do partido e sua bancada no Congresso Nacional e também nas possíveis alianças. O foco da legenda é claro, conforme já mencionado e registrado neste blog: a reeleição do presidente Lula da Silva.

A mobilização ocorre nos mesmos dias em que a pesquisa Datafolha divulgou o resultado da sua última aferição, após ouvir 2.004 pessoas acima de 16 anos em 130 cidades, entre os dias 29 e 30 de julho.

De acordo com o levantamento, 54% dos eleitores não concordam com uma nova candidatura de Lula à reeleição. Em junho, esse percentual era de 57%. Para 44% dos entrevistados, o presidente deve disputar novamente, enquanto 2% disseram “não saber”.

Em caso de desistência de Lula em sua eventual reeleição, 29% dos eleitores afirmaram que o petista deveria apoiar Fernando Haddad (PT), outros 26%, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e 13%, nenhum.

Ainda conforme a pesquisa publicada pela Folha de S. Paulo, 40% avaliam a gestão como “ruim/péssimo”, enquanto 29% como “regular” e outros 29%, “ótimo/bom”. Apesar do “tarifaço” de Donald Trump, os números se mantiveram estáveis, sem grandes mudanças em comparação ao levantamento anterior.

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Posse de Edinho Silva

Foto: Roberto Stuckert Filho
Foto: Roberto Stuckert Filho

Ladeado de ministros, parlamentares, lideranças regionais e figuras históricas do partido, o ex-ministro da Secom no Governo Dilma Rousseff (2015), Edinho Silva, também tomou posse da presidência nacional do partido durante o encontro. Na ocasião, o senador Humberto Costa se despediu da presidência, que ocupava como interino desde a saída de Gleisi Hoffmann, para assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI-PR).

Humberto fez um balanço de sua passagem pela presidência e exaltou o engajamento da militância no Processo de Eleições Diretas (PED) e reforçou o protagonismo do partido na defesa da democracia. “O PT é o único partido do Brasil que escolhe diretamente seus dirigentes. Realizamos o maior PED da história e mostramos, mais uma vez, a força da nossa base militante”, disse.

A extrema-direita continua viva e disposta a tudo para destruir os valores democráticos. O negacionismo ainda circula com força. A mentira e o ódio tentam se impor sobre a verdade e a solidariedade. Temos pela frente uma eleição presidencial decisiva: a eleição das nossas vidas. Será uma batalha entre civilização e barbárie”, completou.

Sem perder tempo, Edinho já comentou sobre 2026. “Assumimos a direção do nosso partido no momento histórico mais importante da nossa existência. Essa de fato é a eleição mais importante de nossas vidas”, disse.

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