Foto: Wilton Marcelino
Nos dias 11 e 12 de agosto, especialistas, órgãos públicos e representantes da sociedade civil se reúnem para definir diretrizes de uso e preservação do Parque da Memória Ferroviária, que será instalado na antiga área operacional da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), entre a Avenida Sul e o loteamento do Novo Cais.
O encontro, batizado de “Seminário Parque da Memória Ferroviária – construção participativa do plano de uso e gestão”, é promovido pelo Consórcio Novo Recife, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS), com mediação da TGI Consultoria. A consultoria será responsável por elaborar o plano de uso, gestão e conservação do espaço, documento que servirá de referência para o futuro do parque.
O projeto prevê a restauração de trilhos, galpões e da antiga estação ferroviária, além de outros bens considerados de interesse histórico-cultural. O investimento, de R$ 30 milhões, será custeado pelo consórcio e, após concluídas as obras, a gestão ficará a cargo da Prefeitura do Recife.
“A ideia é aliar os anseios coletivos com a preservação e o resgate da memória ferroviária, definindo vocações para o espaço com base em referências técnicas”, informou a organização.
Programação
Hoje (11), as atividades ocorrem no auditório do Moinho Recife. Entre as palestras confirmadas estão:
- “Projetos urbanos sobre instalações ferroviárias”, com o urbanista espanhol Luis Santos y Ganges, especialista em história e patrimônio ferroviário;
- “Usos e preservação do patrimônio ferroviário”, com a arquiteta e urbanista Rosane Piccolo Loretto;
- “Marco legal do Pátio Ferroviário das Cinco Pontas”, pelo Iphan;
- “Marco legal do território”, pelo ICPS;
- “Projeto da arquitetura da paisagem para o Parque da Memória Ferroviária das Cinco Pontas”, pelo professor e paisagista Luiz Vieira;
- “Cenários de usos alternativos para o Pátio Ferroviário das Cinco Pontas”, pela TGI Consultoria.
No dia 12, haverá visita técnica ao Pátio Ferroviário das Cinco Pontas, no Cais José Estelita, seguida de grupos de trabalho no CESAR School para definir propostas de uso do espaço. À tarde, as sugestões serão apresentadas e debatidas, com objetivo de consolidar o plano.






