Foto: Divulgação / Sindmetro-PE

Foto: Divulgação / Sindmetro-PE

Existem os que reconhecem que os metroviários pernambucanos, filiados ao Sindmetro-PE (Sindicato dos Metroviários de Pernambuco), são um exemplo de resiliência e persistência. Porém, inclusive entre a própria categoria, existem aqueles que reconhecem que já não  mais o que ser feito para evitar a concessão do sistema ferroviário da Região Metropolitana do Recife.

Não é surpresa um sindicato insistir em todas as instâncias para garantir conquistas pleiteadas pela sua categoria, afinal é este o seu papel. Mas, a pergunta feita é: o que querem mais os trabalhadores da CBTU?

Em novembro de 2024, os trabalhadores da estatal vinculada ao Ministério das Cidades assinaram um Acordo Coletivo Especial (ACE) que, entre suas principais cláusulas, assegura a manutenção de empregos dos servidores da companhia, com a eventual mudança na gestão. O que mais querem os metroviários?

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“Que a CBTU saia do plano de desestatização do governo federal”, promessa de campanha não cumprida pelo governo Lula, diga-se de passagem, e pleiteiam também uma “tarifa social” de dois reais. Por sua vez, o governo federal já indicou que o assunto está mais do que resolvido. É “prego batido com ponta virada”.

O metrô do Recife será privatizado, e mesmo com assembleias gerais, estados de greve e paralisações não haverá mudanças no cenário. Os metroviários, claro, cumprem o seu papel. Vão até a Alepe, pressionam deputados, recorrem ao senador Humberto Costa (PT), que apadrinhou a categoria, mas nada muda.

De passagem pelo Recife, o próprio ministro das Cidades, Jarde Barbalho, reafirmou que os estudos para a privatização do sistema já estão em curso. Inclusive, com a estadualização da Companhia, onde ficará a cargo do Estado organizar todo o processo de concessão.

Ontem (21), em mais uma das Assembleias Gerais da categoria, os metroviários mantiveram o estado de greve, descartando a possibilidade de uma nova paralisação. Além disso, o presidente da categoria prestou contas da visita feita à capital federal, onde esteve com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Segundo Luiz Soares, o encontro serviu para abrir caminhos de diálogo com o governo federal e a frente serviu, também, para reafirmar o compromisso da gestão com a manutenção dos empregos.

Ainda conforme informações divulgadas pela própria categoria, a próxima agenda prevê a participação em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, e uma reunião com a deputada estadual Dani Portela para articular uma audiência pública na Alepe.

Vamos ver qual será o fato novo.

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