Foto: Reprodução / CBTU
Está marcada para esta quinta-feira (30) uma Assembleia Geral dos servidores da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), convocada pelo Sindmetro-PE, sindicato da categoria.
A convocação ocorre dias após uma locomotiva literalmente pegar fogo na linha Centro, ramal de Jaboatão, felizmente sem vítimas. De acordo com informe publicado nas redes sociais da entidade, o indicativo de greve tem como objetivo pressionar o governo federal por mais investimentos no modal, que transporta cerca de 160 mil usuários por dia.
Outra reivindicação feita pela categoria também é sobre a manutenção do sistema metroferroviário público. A agenda do Governo Lula 3 prevê a estadualização do metrô e, posteriormente, a concessão à iniciativa privada, semelhante ao que ocorreu com o sistema ferroviário de Belo Horizonte.
“Para o Sindmetro-PE, o episódio [do incêndio] evidencia a situação crítica em que se encontra o Metrô do Recife, resultado de anos de abandono, falta de investimento e omissão do governo federal. O sindicato cobra providências imediatas do presidente Lula e do Ministério das Cidades — liderado pelo ministro Jader Barbalho Filho —, responsáveis pela gestão do sistema metroviário”, destaca a convocação da categoria.
A categoria chama de negligência e atribui o incêndio ao que classifica como projeto de precarização para justificar a privatização. “O que ocorreu no sábado é reflexo direto da negligência com o transporte sobre trilhos em Pernambuco. Não podemos esperar que uma tragédia aconteça para que medidas concretas sejam tomadas”, ponderaram.
Termômetro de satisfação
Todo o imbróglio envolvendo a luta dos metroviários e o governo federal também serve como um tipo de termômetro de satisfação com o presidente Lula da Silva (PT), que, durante sua campanha em 2022, se comprometeu a retirar a CBTU do plano de desestatização, o que, efetivamente, não ocorreu.
Como já registrado por este Blog anteriormente, para parte da categoria, “Lula traiu os metroviários” e é taxado de entreguista, assim como foi chamado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsável pela privatização da Eletrobras, Codesa, subsidiárias da Petrobras e subsidiárias da Caixa Econômica Federal.
Segundo a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), o número de empresas controladas pela União caiu de 209 em 2019 para 133 em 2022, uma redução de 36%.






