Foto: Reprodução/ Ricardo Stuckert
A ex-deputada Marília Arraes (SD), em entrevista concedida nesta sexta-feira (29), comentou sobre as eleições de 2026 e a possibilidade de disputar uma vaga no Senado Federal, além de cravar apoio a candidatura de João Campos ao governo estadual,
“Essa construção para uma chapa majoritária passa por muitos vieses, inclusive em relação ao governo federal. Hoje eu faço parte de um conjunto de forças que defende a candidatura do presidente Lula e a candidatura de João Campos ao governo do estado. Agora uma coisa eu garanto: candidata eu serei em 2026,” disse Marília.
Rivalidades e reconciliação
João Campos e Marília Arraes viveram rivalidades marcantes nas eleições de 2020 e 2022, quando disputaram diretamente e trocaram ataques mútuos. Já em 2024, anunciaram uma reaproximação, com Marília declarando apoio à reeleição do prefeito em um vídeo publicado nas redes sociais.
Na ocasião, a ex-deputada afirmou que “a política do rancor não tem espaço, o que importa é a soma de esforços para multiplicar os resultados”. A repercussão foi imediata. Apesar disso, a semiótica do vídeo chamou atenção: o gesto parecia mais pragmático do que confortável.
Opinião
Esse apoio “indigesto” nunca esteve restrito ao projeto de reeleição de João Campos em 2024. A derrota de Marília Arraes (SD) para Raquel Lyra (PSD) no segundo turno das eleições de 2022, somada a interrupção da hegemonia de mais de 16 anos do PSB a frente do governo de Pernambuco, obrigou ambos a recalcular a rota em nome da sobrevivência política e da manutenção de espaços de poder concentrados em um só lugar.
A lógica é simples: melhor aglutinar forças do que dispersar quando se tem um projeto de futuro. O gesto de Marília, mais do que simbólico, é estratégico — trata-se de alinhar-se a um campo que enxerga em João Campos um nome fortíssimo para disputar o Governo de Pernambuco em 2026, é mais cálculo político do que reconciliação familiar.






