Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Nesta quinta-feira (20), um encontro simbólico chamou a atenção dos bons observadores da política pernambucana. Os primos — e potenciais pré-candidatos em 2026 — João Campos, prefeito do Recife, e a ex-deputada federal Marília Arraes, registraram nas redes sociais um momento juntos. Na postagem, João escreveu: “Botando a conversa em dia com Marília Arraes, projetando muita coisa boa pela frente”. A imagem, mais do que um registro casual, soou como um gesto carregado de aceno político.
Política é estratégia
Após anos marcados por idas e vindas, João e Marília selaram um acordo no início deste ano, pacificando a relação estratégica para o cenário que se desenha para 2026. Os dois já foram adversários diretos na disputa pela Prefeitura do Recife em 2020; depois reaproximaram-se, e o prefeito chegou a apoiar Marília em 2022 na sua candidatura ao governo do estado, quando ela acabou derrotada por Raquel Lyra.
Para o próximo pleito, a expectativa é de que João Campos seja candidato ao governo de Pernambuco. Nos bastidores, Marília trabalha para ocupar um espaço relevante na chapa majoritária — possivelmente uma das vagas ao Senado. No entanto, tudo dependerá das escolhas do prefeito, que também avalia nomes como Silvio Costa Filho, Miguel Coelho e Humberto Costa. Caso não seja contemplada, Marília pode redirecionar seu projeto para voltar à Câmara Federal ou disputar com uma candidatura avulsa. Nas pesquisas atuais, Marília, lidera em praticamente todos os cenários para a disputa ao Senado por Pernambuco.
Nos últimos dias, algumas especulações ganharam força ao apontar possíveis conversas entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e Marília Arraes (SD) sobre uma eventual candidatura ao Senado pela chapa governista. Apesar dos rumores, essa hipótese soa pouco provável diante da crescente aproximação de Marília com João Campos. Ela própria declarou que, disputando ou não na chapa do prefeito, apoiará seu nome para o governo de Pernambuco em 2026.
O movimento mais lógico, portanto, é a consolidação dessa aliança. Ainda que, como sempre na política, o tabuleiro pode virar — e negociações paralelas tendem acontecer.






