Foto: Pedro Batista
O município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), terá um novo batalhão da Polícia Militar. O anúncio ocorre após meses de cobranças públicas do prefeito Lula Cabral (PSB) ao governo do estado sobre a elevada taxa de criminalidade na cidade, ranked como a 5ª mais violenta do Brasil em julho último, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
A pressão da prefeitura se intensificou a partir de abril, mas o prefeito só foi recebido pela governadora Raquel Lyra (PSDB) em junho. Na ocasião, diante dos dados apresentados, a governadora recusou o pedido para solicitar a atuação da Força Nacional no município.
Os números da Secretaria de Defesa Social (SDS) ilustram a gravidade da situação. Entre janeiro e julho deste ano, Pernambuco registrou 1.862 homicídios. Desse total, 333 ocorreram na RMR, sendo 93 apenas no Cabo de Santo Agostinho – o equivalente a 27% dos assassinatos da região metropolitana.
Em nota, o prefeito Lula Cabral criticou a falta de ações estaduais efetivas. “Estamos vivendo uma situação gravíssima no Cabo. São três anos e meio de gestão e o governo não apresentou, até hoje, um plano de trabalho minimamente convincente para combater a violência”, afirmou. Ele destacou que a gestão municipal tem investido na Guarda Municipal e em ações de segurança cidadã, mas ressaltou a divisão de responsabilidades: “O município não tem condições de assumir o que é função do Estado!”.
Para o prefeito, a construção do novo batalhão é uma conquista decorrente da mobilização popular e de sua articulação política, uma bandeira que ele carrega desde seus mandatos na Assembleia Legislativa. “A construção do Batalhão de Polícia do Cabo é uma conquista da força de nossa gente e resultado de um trabalho de articulação e mobilização”, finalizou Cabral.






