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Em recente entrevista, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) deixou claro que, apesar da presença significativa do Progressistas em cargos estratégicos no governo Raquel Lyra (PSD), o apoio do partido à reeleição da governadora em 2026 ainda não está garantido. Segundo o parlamentar, a decisão passará por um amplo debate interno, envolvendo todas as lideranças da legenda.
“Não se trata de desembarque. Vamos discutir internamente com todos os quadros do partido. O PP hoje tem quase cinquenta prefeitos, mais de quinze deputados vinculados ao nosso conjunto político e mais de trezentos e trinta vereadores espalhados por todas as regiões do estado. Vamos apresentar propostas de governo aos candidatos e, a partir disso, definir o caminho a seguir”, destacou.
A fala de Eduardo além de não assegurar alinhamento político, deixa aberta a possibilidade de que o partido se alinhe sim ao projeto liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB). “A decisão não será individual, será coletiva. Vamos avaliar as soluções apresentadas por Raquel e João, escutar as ruas e ouvir o povo antes de tomar uma posição definitiva”, reforçou.
O peso do PP no governo
Hoje, o Progressistas ampliou consideravelmente seu espaço na gestão estadual, controlando áreas estratégicas como a Secretaria de Turismo e Lazer, a Empetur, o Detran e a Arena Pernambuco. Esse arranjo tem sido interpretado nos bastidores como um pacto de governabilidade, no qual o partido assegura sustentação em troca de espaço político.
No entanto, a incerteza declarada por Eduardo da Fonte coloca em xeque a solidez dessa aliança. Mesmo com tantos cargos sob seu comando, o PP não garante fidelidade à governadora no próximo ano. Esse cenário abre espaço para especulações sobre possíveis realinhamentos, inclusive a migração de prefeitos e lideranças para o campo político de João Campos, como já antecipou este Blog, caso a base de Raquel Lyra dê sinais de fragilidade.
O que também pode ocorrer é que, mesmo após ter cortejado o PP e suas lideranças, a governadora acabe sofrendo um revés político, sendo trocada sem constrangimentos por quem consiga oferecer mais espaço e vantagens ao partido.






