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Após os desdobramentos da PEC da Blindagem e sua aprovação na Câmara dos Deputados, por 344 votos favoráveis e 133 contrários, milhares de brasileiros foram às ruas protestar contra a decisão do Legislativo. O impacto do resultado “furou” a bolha de Brasília e reverberou em todo o país negativamente, obrigando diversos parlamentares a se posicionarem publicamente. Alguns tentaram justificar seus votos nas redes sociais, como foi o caso do deputado federal pernambucano, Pedro Campos (PSB).
O texto da PEC estabelece restrições à prisão em flagrante de parlamentares e prevê a necessidade de autorização do Congresso para a abertura de ações penais. Depois de toda a repercussão dos últimos dias, o Instituto de Pesquisa Ipespe, foi às ruas para ouvir os eleitores a respeito da aprovação da PEC. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 22 de setembro com 2,5 mil entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.
A voz dos brasileiros
Divulgada nesta quarta-feira (24), a pesquisa “Pulso Brasil”, do Ipespe, mensurou o sentimento da população após a aprovação da PEC e também após as manifestações que mobilizaram diversas cidades no último fim de semana contra a denominada “PEC da Bandidagem”. O levantamento apontou que 72% dos brasileiros rejeitam a proposta, enquanto apenas 22% a apoiam.
De acordo com o cientista político e diretor do Ipespe, Antônio Lavareda, a rejeição é suprapartidária, isto é, extrapola preferências ideológicas e partidárias. Entre os entrevistados que se identificam como de centro, 81% são contrários à PEC; entre os de direita, 51% rejeitam; e entre os de esquerda, o índice de oposição alcança 93%.
O recorte por afinidade político-eleitoral também foi realizado pelo Ipespe, colocando em jogo a opinião dos que se consideram “Lulistas” e dos que se consideram “Bolsonaristas”. Cerca de 52% dos bolsonaristas rejeitam a PEC, já entre os lulistas a rejeição é de 87%.
Projeto de lei da Anistia
O Ipespe também investigou a percepção dos brasileiros em relação ao projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Segundo os dados, 46% rejeitam qualquer possibilidade de anistia; 28% defendem a anistia geral; 18% apoiam uma anistia parcial, com redução de penas para os envolvidos de menor grau; e 8% não souberam responder.






