Foto: Google Street View
O tão falado Túnel da Abolição, localizado no bairro da Madalena, foi protagonista de mais um embate entre a gestão municipal e o governo do Estado.
Sob responsabilidade estadual, o túnel vem passando por problemas estruturais e operacionais, que resultaram em uma sequência de interdições. Desde bombas de drenagem danificadas, que causam alagamentos, até falhas elétricas e roubos de equipamentos, o espaço virou sinônimo de transtorno para quem depende da passagem que dá acesso à Av. Abdias de Carvalho e ao bairro de Afogados.
Interdições e disputa de responsabilidade
O episódio mais recente ocorreu no último dia 15, quando a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) realizou um novo bloqueio. A partir daí, o debate sobre a responsabilidade pela manutenção do problemático túnel voltou à tona.
De um lado, os que afirmavam categoricamente que a manuntenção caberia à Prefeitura do Recife, assim como ocorre no Túnel Josué de Castro, no Pina. Mas, na prática, o equipamento é administrado pelo governo do Estado.
Nesta quarta-feira (24), o vice-prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), adotou uma postura crítica em relação à gestão estadual e declarou que a Prefeitura vai assumir a manutenção do túnel, cobrando os custos ao governo.
“Isso é sinal de que alguma coisa não está indo bem. Esse é um túnel que foi construído e administrado pelo governo do Estado de Pernambuco e as condições aqui hoje são de falta de cuidado claro”, afirmou, em vídeo que exibia imagens das condições atuais do espaço.
Planos imediatos e cobrança futura
Marques apontou problemas observados pelos técnicos, como infiltrações, bombas mal conservadas e falhas elétricas.
“Daí você me pergunta: de quem é a culpa? Eu não quero saber de quem é a culpa. A Prefeitura do Recife vai entrar para resolver esse problema. Se o Estado não teve condições operacionais de cuidar, a Prefeitura vai tomar essa iniciativa e vai dividir em dois caminhos, que é o que a gente acredita que pode funcionar”, completou.
Segundo ele, inicialmente haverá uma atuação emergencial para reorganizar a estrutura existente. A longo prazo, será contratado um projeto executivo para manutenção da infraestrutura.
“O recifense não merece ser punido com a falta de cuidado, e a gente se coloca à disposição da cidade para garantir que a operação desse túnel melhore”, finalizou, destacando que as ações ocorrem sob mediação judicial e que haverá cobrança de todas as despesas que surgirem no processo.






