Foto: Hélia Scheppa / PCR
Direto da Ponte Giratória, o vice-prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), atualizou sobre o andamento da obra de reestruturação, que, segundo o gestor, entra agora na fase final, após estar interditada desde outubro de 2023.
Ainda de acordo com o vice-prefeito, os detalhes que faltam são pequenos e a expectativa é que, em breve, a ponte que liga o Recife Antigo ao bairro de São José seja reaberta.
Porém, um detalhe no vídeo publicado nas redes sociais de Victor chamou atenção e não passou despercebido. O tom utilizado indica um protagonismo crescente do vice-prefeito, que pode assumir, a partir do próximo ano, a Prefeitura do Recife, caso João Campos (PSB) venha disputar o Governo do Estado.
No vídeo sobre a ponte, Victor registrou que houve, durante o período de interdição, pessoas (sem citar nomes) que foram ao local gravar vídeos pedindo a reabertura da passagem e criticando a demora. “Muita gente veio aqui na ponte [giratória]… Fala que tá demorando, fala que tá atrasado… Não está atrasado, não está demorando. Nosso foco é proteger as pessoas. Portanto, a prioridade é segurança. Enquanto a ponte não tiver condições de ser aberta, ela não será aberta. E assim que possível, assim que a gente concluir a obra, nós abriremos com uma ponte segura, renovada. Com praticamente uma estrutura nova, que durará mais muitos anos”, esclareceu, rebatendo vereadores oposicionistas e lideranças políticas que utilizaram a obra para criticar a gestão.
Postura mais firme e crítica
Esta, porém, não é a primeira vez que Victor “assume as rédeas” de determinadas situações, adotando uma postura mais política e crítica.
No fim do mês passado, Marques alfinetou a gestão estadual, em meio à polêmica sobre a responsabilidade pela manutenção do Túnel da Abolição, no bairro da Madalena, que enfrenta problemas estruturais e operacionais, resultando em uma sequência de interdições.
“Daí você me pergunta: de quem é a culpa? Eu não quero saber de quem é a culpa. A Prefeitura do Recife vai entrar para resolver esse problema. Se o Estado não teve condições operacionais de cuidar, a Prefeitura vai tomar essa iniciativa e vai dividir em dois caminhos, que é o que a gente acredita que pode funcionar”, afirmou, em um vídeo direto do local.
Enquanto João Campos foca em uma agenda e postura mais institucional, evitando o embate direto com o Governo Estadual, seu vice vem cumprindo esse papel. É uma leitura possível.






