Foto: Edson Holanda / Prefeitura do Recife

A Ponte 12 de Setembro, conhecida como Ponte Giratória, está passando por uma intervenção estrutural com previsão de entrega apenas em março de 2026. A obra, conduzida pela Prefeitura do Recife, recebeu investimento de R$ 14,35 milhões e está na segunda fase de execução.

Nesta sexta-feira (25), o prefeito João Campos (PSB) vistoriou os trabalhos ao lado do secretário de Infraestrutura e vice-prefeito, Victor Marques. Durante a visita, o prefeito reconheceu a complexidade da obra e justificou a necessidade da intervenção com base em critérios técnicos de segurança.

“É uma obra complexa, de execução difícil, porque é feita dentro da própria estrutura da ponte, mas o principal é que essa intervenção vai garantir a segurança desse importante equipamento”, afirmou. “Estamos realizando mais de 16 mil furos para passar a nova ferragem, reforçar toda a estrutura e fazer uma nova proteção. Em cima, já é possível ver os novos cabos que serão protendidos para garantir a estabilidade da ponte”, acrescentou.

Campos também criticou eventuais posturas de omissão: “O trabalho precisa ser sério e transparente. Não dá para deixar uma ponte em risco de cair, e isso a gente não tolera no Recife. Seja fazendo muito trabalho ou explicando às pessoas, nunca vamos pelo caminho da insegurança. É preciso seguir pelo caminho que garante proteção às pessoas”.

A segunda etapa da obra teve início em 30 de setembro de 2024, com conclusão prevista para 23 de março de 2026. O principal objetivo é reforçar as vigas longarinas da ponte com protensão externa, seguindo as normas técnicas vigentes.

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Entre os serviços em andamento estão:

  • Protensão externa das vigas longarinas (superior e inferior);
  • Reforço estrutural nas células internas do tabuleiro;
  • Aplicação de graute e injeção de epóxi para tratamento de fissuras;
  • Intervenções no 5º vão, onde foi identificada oxidação e rompimento nos sistemas de protensão, exigindo o uso de tela de aço, concreto projetado e cordoalhas novas.

Atualmente, 59 operários atuam em diferentes frentes, incluindo o tabuleiro superior, o interior do caixão celular e a parte inferior da ponte. O serviço de protensão exige a remoção do asfalto na parte superior e cortes no concreto na parte inferior, com o apoio de plataforma suspensa.

A estrutura da Ponte Giratória tem 195,25 metros de extensão, divididos em cinco vãos, sendo três centrais com mais de 40 metros cada. Possui seção transversal em forma de caixão, duas faixas de rolamento, passeios laterais de 3 metros (lado norte) e 2 metros (lado sul), além de guarda-rodas de 23 centímetros.

A ponte liga os bairros do Recife e de São José, sendo um dos principais corredores de ligação do centro da cidade com a região portuária e a área sul.

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