Foto: Edson Holanda / Prefeitura do Recife
Como prometido no início do mês de dezembro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), entregou a Ponte 12 de Setembro, conhecida como Ponte Giratória, que liga o Cais de Santa Rita ao Marco Zero, área central da capital pernambucana.
A abertura oficial ocorreu na noite desta terça-feira (23), na presença da imprensa, aliados e apoiadores. O investimento total foi de R$ 23,8 milhões, mas o valor executado ficou em R$ 21,4 milhões.
“Estamos falando de uma recuperação estrutural extremamente desafiadora e, se não tivesse sido feita essa obra, a ponte teria caído, literalmente. Em 2018, a cidade do Recife fez um protocolo de vistoria de suas pontes e, em 2019, os projetos começaram a ser realizados, definidos por critérios técnicos. Em 2022, nós conseguimos começar essa obra de requalificação e, durante a execução, identificou-se uma falha construtiva da década de 70, o que levou ao fechamento imediato da ponte por uma questão técnica”, explicou o prefeito.
A estrutura, em obras desde 2022, foi alvo de críticas por parte de adversários e oposicionistas da gestão. Porém, de lá para cá, a própria Prefeitura do Recife fez questão de explicar a motivação do atraso.
“Após novos projetos e mais de 30 ensaios diferentes, identificou-se que era possível recuperar a ponte, que foi toda reforçada com uma nova proteção externa. A obra, prevista para março de 2026, foi antecipada para dezembro deste ano e hoje a ponte está entregue, está segura, nós fizemos o dever de casa e ela está aberta para ser utilizada pelas pessoas”, completou o gestor.
Interdição, intervenções e requalificação
Inicialmente de forma parcial e, depois, totalmente, a interdição e a intervenção foram necessárias após, durante a reforma, ser descoberta a necessidade de requalificação completa da ponte, que, inclusive, corria risco de desabamento.
Entre as intervenções feitas estão:
- Protensão externa das vigas longarinas (superior e inferior);
- Reforço estrutural nas células internas do tabuleiro;
- Aplicação de graute e injeção de epóxi para tratamento de fissuras;
- Intervenções no 5º vão, onde foi identificada oxidação e rompimento nos sistemas de protensão, exigindo o uso de tela de aço, concreto projetado e cordoalhas novas.






