Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira que deixará o cargo no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi comunicada durante sessão plenária da Corte, marcando o fim de uma trajetória de 12 anos no tribunal máximo do país.
Barroso foi o último presidente do STF antes da posse do ministro Edson Fachin em setembro deste ano. Sua saída representa a abertura de uma vaga na composição atual do tribunal, que terá de ser preenchida por indicação presidencial.
O ministro chegou ao STF em 2013, indicado pela então presidente Dilma Rousseff para ocupar a vaga deixada por Carlos Ayres Britto, que se aposentou ao completar 70 anos. Nascido em Vassouras, no Rio de Janeiro, Barroso é doutor em direito público pela UERJ e mestre pela Yale Law School, nos Estados Unidos.
Antes de integrar a Corte, atuou como advogado privado e defendeu causas emblemáticas no próprio STF, incluindo a interrupção da gravidez em casos de anencefalia, pesquisas com células-tronco, união homoafetiva e a defesa do ex-ativista Cesare Battisti.
Durante seu mandato, Barroso participou de julgamentos históricos e consolidou-se como uma das vozes mais influentes do constitucionalismo brasileiro. Sua saída ocorre em um momento de transição na composição do tribunal, que nos últimos anos recebeu novos ministros.







