Foto: Reprodução/ Governo Federal
Uma pesquisa da PNAD Contínua, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, revelou que 35 em cada 100 domicílios de Pernambuco sofrem com insegurança alimentar. O estado ocupa o 5º lugar entre os piores índices do Brasil, evidenciando a persistência da fome e da desigualdade social na região.
Nordeste e Norte lideram os piores índices no país
Embora o Brasil tenha registrado uma queda geral na insegurança alimentar entre 2023 e 2024 — com mais de dois milhões de lares saindo dessa condição —, as regiões Norte e Nordeste ainda concentram as maiores proporções de famílias afetadas.
No Norte, 37,7% dos lares (2,2 milhões) enfrentam o problema, enquanto no Nordeste o índice chega a 34,8%, o equivalente a 7,2 milhões de famílias.
Nas demais regiões, os números são menores: Centro-Oeste (20,5%), Sudeste (19,6%) e Sul (13,5%).
Entenda os níveis de insegurança alimentar
O levantamento classifica a insegurança alimentar em três graus:
Leve: preocupação ou incerteza sobre o acesso a alimentos e redução da qualidade das refeições;
Moderada: redução na qualidade e na quantidade de alimentos entre os adultos;
Grave: falta de qualidade e quantidade também entre menores de 18 anos — quando a fome se torna uma realidade dentro de casa.
Mulheres e pessoas negras são as mais afetadas
Ainda segundo o IBGE, os lares chefiados por mulheres, pessoas pretas e pardas são os que mais sofrem com a insegurança alimentar no país. O dado reforça o impacto das desigualdades estruturais e de gênero na garantia do direito à alimentação.






