Foto: Reprodução / Filipe Jordão

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Nesta quinta-feira (16), aconteceu o 16º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Entre os mais de mil militantes presentes, estavam figuras históricas na luta política do partido, comandado hoje nacionalmente pela pernambucana Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Pela mesa de abertura, passaram o presidente Lula da Silva (PT), a ministra Gleisi Hoffmann, o ministro Paulo Teixeira, o deputado Renildo Calheiros e o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos. Outros nomes, como ex-deputados e deputadas e lideranças do movimento estudantil, também marcaram presença.

Um dos momentos que chamou atenção dos bons observadores da política pernambucana foi a fala do prefeito João Campos, reforçando o compromisso do PSB com a reeleição do presidente Lula. Evidentemente, a fala não ocorreu ao acaso. Segundo Campos, o partido, que hoje é aliado do PT nacionalmente, estará na “linha de frente” no projeto de condução de Lula ao quarto mandato em 26.

“A esquerda brasileira está viva e pronta não só para governar, mas para vencer as eleições. O PSB estará na linha de frente da reeleição do presidente Lula, para que o Brasil continue a ter uma democracia sólida”, afirmou.

Esta não é a primeira vez que o socialista, que se autodeclarou “soldado de lula”, faz fala nesse sentido. Em agosto deste ano, Campos esteve presente no 17º Encontro Nacional do PT, na ocasião da posse de Edinho Silva, eleito presidente nacional do partido.

A participação estratégica foi uma clara sinalização das intenções do PSB em repetir, em 2026, a dobradinha com o PT, com Geraldo Alckmin na chapa, novamente como vice-presidente.

Uma interpretação possível é que todos os caminhos levam a crer que, nas eleições de 2026, não haverá palanque duplo para o presidente Lula em Pernambuco. João, hoje, é cotado e favorito, segundo pesquisas de intenção de voto, para concorrer ao Governo do Estado, contra Raquel Lyra (PSD).

Raquel se distancia de Lula

Na contramão de João Campos, segundo os bons observadores da política estadual, Raquel Lyra está “esnobando” o governo Lula ou “fazendo pouco caso”. Ainda em agosto deste ano, durante uma visita do presidente ao estado, Raquel preferiu manter sua agenda no interior, delegando à vice, Priscila Krause (PSD), a representação do governo.

A última da governadora é mais recente. No início desta semana, Raquel confirmou que pretende arcar integralmente com os custos da reforma do aeroporto de Caruaru, mesmo com o Governo Federal disponibilizando metade dos recursos via Novo PAC. Tudo isso, segundo interlocutores, para imprimir uma marca de independência política.

O próprio ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, classificou a atitude de Raquel como “estreita” e afirmou que a governadora quer “ter sozinha a paternidade da obra”.

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