Foto: Reprodução/ Folha Política

Em entrevista ao programa Folha Política, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) comentou as últimas tratativas para a fusão do Progressistas com o União Brasil — que dará origem ao União Progressista — e falou também sobre o cenário político de Pernambuco nas eleições de 2026.

Ao ser questionado sobre o andamento da federação dos partidos, o parlamentar afirmou:

“Vamos fazer em novembro a primeira reunião com o conselho político da federação, para saber o encaminhamento que vamos dar no próximo ano. Vamos focar nas entregas do nosso trabalho como parlamentar e deixar eleição e campanha para o ano que vem.”

Sobre as conversas com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que preside o União Brasil em Pernambuco, Eduardo da Fonte destacou que o diálogo ocorrerá no momento certo e ressaltou a boa relação com a família Coelho:

“Vamos intensificar essas reuniões, vamos colocar as prioridades da federação, que também tem que ser a construção das chapas proporcionais. E, ano que vem, trataremos da chapa majoritária e em que campo pretendemos estar.”

O deputado também enfatizou o peso político da nova federação, afirmando que o grupo tem força suficiente para decidir seus próprios rumos, tanto no cenário nacional quanto estadual. A saída do União Brasil da base do governo Lula a nível estadual, é um exemplo e um recado de autonomia.

“O tamanho da federação nos permite isso, mas só vamos tratar do calendário eleitoral no próximo ano. Não são eles que vão pautar nosso tempo, somos nós que vamos pautar o tempo da política, com muita tranquilidade.”

Questionado sobre sua aproximação com a governadora Raquel Lyra e o governo estadual, Eduardo da Fonte reiterou que ainda não há definições e que as decisões serão tomadas de forma coletiva:

“A federação União Progressista é muito grande no Estado de Pernambuco, e nós vamos conversar internamente e tomar a decisão com a maioria. Não será uma decisão unilateral. Vamos ouvir todos que estão no partido. É importante que a gente faça, no início do próximo ano, uma avaliação das duas gestões. Vamos observar também como os candidatos, no ano que vem, irão se portar em relação a temas importantes para a federação, como saúde e segurança pública.”

Por fim, ao ser questionado sobre as pesquisas que apontam vantagem de João Campos em relação à Raquel Lyra, o deputado pediu cautela e relembrou o cenário das eleições de 2022, quando a vitória da atual governadora não era esperada. Ele também mencionou a possibilidade de a federação decidir não apoiar nenhum dos dois, destacando que, pelo tamanho da legenda, existe ainda a opção de lançar uma candidatura própria.

“O que vai definir realmente o apoio da federação é o resultado da gestão dela e da gestão dele (João Campos) e o resultado que eles vão apresentar para os problemas do estado. O União Progressista tem tamanho inclusive para apresentar um candidato ao governo de Pernambuco, e com certeza para onde o partido for estaremos encaminhando o próximo governador do estado”, finalizou.

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