Foto: Ricardo Stuckert / PR
No fim da noite desta segunda-feira (20), o presidente Lula da Silva (PT) promoveu mais uma mudança no quadro ministerial. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) foi convidado para assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, substituindo Márcio Macêdo, que estava na função desde o início do governo.
Boulos agora será responsável por dialogar e manter a interlocução com organizações da sociedade civil e movimentos sociais.
O gesto também é político. Boulos é visto como um possível sucessor do presidente Lula, além de ser uma das principais lideranças da esquerda brasileira.
Em Pernambuco, não faltaram comemorações. O deputado estadual João Paulo (PT) afirmou que o psolista leva ao Governo Federal “sua trajetória de luta popular, compromisso com os mais pobres e vocação para o diálogo”, desejando sucesso. Na mesma linha, a deputada federal Maria Arraes (SD) afirmou que a escolha “fortalece o diálogo com os movimentos sociais e recoloca o povo no centro das decisões do país”.
O presidente do PSOL-PE, Samuel Herculano, e o ex-presidente da sigla, Tiago Paraíba, também se manifestaram nas redes sociais. “Ganha o governo e ganha também o povo e a mobilização popular”, escreveu Tiago.
Perfil e trajetória de Guilherme Boulos
Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social, também desejou, via redes sociais, as boas-vindas ao time do Governo Lula.
Conhecido pelo seu ativismo e por coordenar nacionalmente o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos é natural de São Paulo (SP), formado em filosofia e psicanálise, além de ser escritor e professor. Filiado ao PSOL há décadas, atuou na luta por moradia e reforma urbana.
Foi candidato à Presidência da República em 2018, candidato à Prefeitura de São Paulo em 2020 — chegando ao segundo turno contra Bruno Covas (PSDB) — e, em 2022, foi eleito deputado federal por São Paulo, com mais de 1 milhão de votos. Recentemente, em 2024, disputou novamente a Prefeitura de São Paulo, dessa vez com o apoio do presidente Lula desde o primeiro turno, mas perdeu para Ricardo Nunes (MDB).






