Foto: Anju Monteiro / Alepe
O deputado estadual Antônio Moraes (PP) saiu em defesa do Governo Estadual após as críticas incisivas do presidente da Alepe, Álvaro Porto, ao que classificou como “narrativa” criada pela gestão sobre a aprovação de empréstimos.
Desde o início da semana, o Blog registra a guerra fria no plenário da Casa de Joaquim Nabuco, envolvendo a oposição e a base governista. Porto, na segunda-feira (20), repercutiu a notícia do contrato assinado pelo Palácio do Campo das Princesas com o Banco do Brasil na semana passada, no qual a gestão afirmou que o valor seria destinado para tocar as obras do Arco Metropolitano e da duplicação da BR-232.
Porém, segundo o parlamentar, a gestão supostamente estaria se contradizendo, uma vez que afirmou que tais obras seriam feitas com recursos oriundos do empréstimo de R$ 1,5 bilhão, que enfrentou longos seis meses para ser aprovado na Casa.
Durante todo esse tempo, Raquel Lyra (PSD) fez questão de atribuir o atraso das obras estruturantes do Estado à atuação dos deputados da Assembleia Legislativa, o que foi amplamente rebatido por Álvaro Porto. “O governo justificava que não era possível destravar essas obras porque ainda tramitava aqui na Assembleia mais uma solicitação de crédito, desta vez de R$ 1,5 bilhão. A narrativa caiu por terra na última terça-feira (14), em evento realizado no Palácio do Campo das Princesas, quando foi anunciada a contratação de um empréstimo de R$ 1,4 bilhão para as obras do Arco e da BR”, disse Porto.
Defesa do Governo
Em contraponto ao tucano, o aliado fiel de Raquel, deputado Antônio Moraes, admitiu que a obra do Arco Metropolitano inicialmente dependia dos recursos do referido empréstimo, mas que a gestão estadual teve que criar o que chamou de “alternativa”, para destravar as obras. “Ocorre que a lei de autorização desse crédito [de R$ 1,4 bi], crucial para o avanço da obra, tramitou por longos seis meses nesta Casa! Foi essa demora na tramitação que gerou a necessidade de custear o início da obra com os recursos provenientes da contratação da parcela de 2025 do Plano de Equilíbrio Fiscal, cuja operação foi formalmente assinada na última semana”, disse Moraes.
O parlamentar também afirmou que “o Governo não está parado. Estamos trabalhando com seriedade, com planejamento e, mais importante, com resultados. O desespero não é do Governo, é de quem se vê confrontado por números irrefutáveis de gestão e desenvolvimento e pelas pesquisas”.







