Foto: Orlando Brito / Arquivo
A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (17), um Projeto de Lei que denomina o Arco Metropolitano com o nome do ex-ministro Fernando Lyra. As proposições são de autoria da deputada Socorro Pimentel (União Brasil) e Antônio Moraes (PP).
O texto agora segue para aprovação do plenário da Casa de Joaquim Nabuco.
Conforme a justificativa do projeto, há o justo destaque para a atuação do político na luta pela redemocratização, com a contribuição e interlocução direta para a eleição de Tancredo Neves em 1985. Lyra também ocupou o posto de ministro da Justiça na gestão do ex-presidente José Sarney.
Homenagem e trajetória
Em nota à imprensa, Antônio Moraes comentou sobre a homenagem. “Homenageá-lo colocando seu nome no Arco Metropolitano, uma das obras mais importantes para o Estado, lhe faz justiça”, declarou.
Na mesma linha, a deputada Socorro Pimentel também pontuou a atuação do político. “Fernando Lyra teve participação importante em períodos estratégicos da política brasileira,
sempre pautado pelo diálogo e pela construção de consensos”.
Fernando Lyra encerrou sua atuação na política em 1999, quando cumpriu seu último mandato. Mas, apesar disso, se manteve presente nos bastidores, atuando pelo PSB, último partido do qual foi filiado, após longa trajetória no MDB, PMDB e PDT. Entre 2003 e 2011, presidiu a Fundação Joaquim Nabuco.
Faleceu em 2013, aos 73 anos, após um período de internamento no Instituto do Coração, em São Paulo. É autor do livro Daquilo que eu sei – Tancredo e a transição democrática, em que comenta os bastidores políticos que envolveram a transição do período militar. Uma verdadeira coletânea que reúne memórias e fatos que marcaram a história recente do Brasil.







