Diante da expectativa de uma convocação extraordinária dos deputados para votar pautas de interesse do Executivo, a governadora Raquel Lyra deve apertar o passo nas articulações para garantir a chamada ainda nas primeiras semanas de julho.

Isto porque a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) comunicou aos servidores a paralisação total das atividades presenciais a partir do dia 16 de julho, se estendendo até o fim do mês, para realização de manutenção preventiva e corretiva no sistema de refrigeração da Casa. A notícia cai como bomba no Palácio, visto que Raquel tem pressa na aprovação de projetos estratégicos para o governo, como a aprovação de empréstimos (pacote de créditos que somam R$ 3,2 bi) e a sabatina do administrador interino da Ilha de Fernando de Noronha, Virgílio Oliveira.

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Noutras palavras, o imbróglio com a Alepe pode atrasar entregas do governo, como o Arco Metropolitano, obra que, se sair do papel, tem potencial para revolucionar a infraestrutura de transporte urbano e se consolidar como um dos principais marcos da gestão Raquel Lyra.

Segundo fontes, a orientação de Raquel Lyra aos membros do governo é direta: “apertem o passo”, numa estratégia já voltada para as eleições de 2026. Mas para isso, a governadora precisa avançar na Casa Legislativa.

O entrave estar justo nas principais comissões da Alepe, que atualmente são comandadas pela oposição, que por sua vez, intensificou, nos últimos dias de atividade legislativa, a cobrança sobre esclarecimentos do governo quanto ao uso dos recursos já autorizados anteriormente. Em entrevista ao Diário de Pernambuco, o deputado Diogo Moraes (PSB), líder da oposição, justificou que o Governo Raquel Lyra supostamente “não tem demonstrado capacidade de executar os empréstimos já autorizados”.

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